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Mica Galvão reforça grandes chances de migrar para o MMA: “Eu gosto de me desafiar”

Faixa-preta campeão do Super Grand Slam de Jiu-Jitsu em 2024 quer ainda mais conquistas nas artes marciais

O ano de 2024 foi uma temporada perfeita para Mica Galvão. 100% de aproveitamento em todas as competições que participou.
O ano de 2024 foi uma temporada perfeita para Mica Galvão. 100% de aproveitamento em todas as competições que participou. Foto: @a.assisfoto

Fenômeno do Jiu-Jitsu moderno, Mica Galvão cedeu uma entrevista ao podcast Mundo da Luta, do Globo Esporte, e falou sobre um assunto que vem despertando a curiosidade dos fãs – o ingresso de Mica no universo do MMA. De acordo com o faixa-preta, que faz 21 anos nos próximos dias, a probabilidade disso acontecer é bem grande.

Depois de completar com sucesso o chamado Super Grand Slam de Jiu-Jitsu, que significa medalhas de ouro em todas as grandes competições da temporada, com o sem kimono, uma sequência que inclui, na ordem, os títulos no Europeu, Pan-Americano, Brasileiro, Mundial e o ADCC, Mica quer desafios ainda maiores. Para ele, que vive hoje uma realidade diferente de ídolos do passado, que optavam pelo MMA depois da glória no Jiu-Jitsu porque não conseguiam lucrar financeiramente com o esporte, começar uma carreira nova na luta tem mais relação com o seu desejo de sempre se desafiar. 

“A possibilidade de eu ir (para o MMA) é muito grande. Eu gosto, como eu falei, eu gosto de me desafiar. Eu estou começando a treinar Muay Thai agora, tentando ver um pouco da base.”, afirmou Mica.

Mica Galvão explicou que cálculos estão sendo feito para fortalecer sua base em pé

Com jogo de chão extremamente consolidado, com um dos estilos mais originais da atualidade, Mica sempre surpreende em ação no Jiu-Jitsu com movimentos imprevisíveis em busca da vitória. Caso faça uma estreia no MMA, é necessário planejamento para fundamentos do jogo em pé, uma necessidade da nova modalidade. Aos jornalistas Ana Hissa e Gleison Venga, Mica Galvão deu mais detalhes da metodologia.

“Minha família trabalha sempre sobre a questão de cálculo. A gente vê quantas semanas do ano eu consegui treinar (Muay Thai) pelo menos uma vez na semana. Todo ano são 52 semanas, com isso já são 52 aulas a mais do que eu teria se eu não tivesse feito nada. Se eu começar a praticar agora e quiser mudar para o MMA, digamos, daqui a três, quatro anos, eu vou ter mais de 200 aulas, que já vão ser uma base bem fortificada.”, detalhou o filho de Melqui Galvão.

 

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Escrito por Emmanuela Oliveira

Emmanuela Oliveira é faixa-marrom de Jiu-Jitsu e formada em Comunicação Social. Dentro do tatame, aprendeu que é possível conjugar Jiu-Jitsu, escrita e o gosto pelas artes visuais em um só pacote.

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