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Melqui Galvão lidera movimento para levar o ADCC de volta ao Brasil em 2026

Com domínio absoluto dos brasileiros no ADCC 2024, treinador de Mica Galvão pressiona por retorno do maior evento de grappling ao país

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Melqui e Mica Galvão antes da seletiva do ADCC. Foto: VF Comunica
Melqui e Mica Galvão antes da seletiva do ADCC. Foto: VF Comunica

O ADCC pode estar prestes a enfrentar uma mudança de rota e o movimento começa no Brasil.O renomado treinador Melqui Galvão iniciou uma campanha para trazer o ADCC World Championship de volta ao território brasileiro, desafiando diretamente a recente sequência de edições realizadas nos Estados Unidos.

A mobilização não surge por acaso. Ela é sustentada por números e por uma realidade difícil de ignorar. No ADCC 2024, atletas brasileiros conquistaram 7 dos 10 títulos disponíveis e garantiram 18 das 30 medalhas do evento, reafirmando o país como a principal potência mundial do grappling. Um domínio técnico, estratégico e cultural que atravessa gerações.

Mas, no caso de Melqui, o argumento vai além das estatísticas, é também pessoal. Seu filho, Mica Galvão, é o atual campeão da divisão até 77kg, enquanto seu aluno Diogo Reis reina absoluto até 66kg. Dois títulos dentro da mesma equipe, algo raro até mesmo em um cenário historicamente dominado pelo Brasil.

Com esse cenário, o treinador se coloca como uma das vozes mais fortes na defesa de que o maior palco do Jiu-Jitsu sem kimono volte às suas origens competitivas.

E ele tem respaldo histórico. O Brasil sempre foi o coração do ADCC. Ao longo das décadas, a maioria dos campeões saiu do país, com o ADCC 2022 sendo uma exceção fora da curva, quando atletas internacionais conseguiram quebrar essa hegemonia.

Além disso, o evento já teve capítulos importantes em solo brasileiro. São Paulo sediou o mundial em 2003 e 2015, em uma época em que o torneio seguia um modelo verdadeiramente global, passando também por países como Finlândia, Inglaterra e China.

Nos últimos anos, porém, essa lógica mudou. Desde 2019, o ADCC adotou uma abordagem mais centralizada, fixando suas edições nos Estados Unidos, especialmente em Las Vegas, que recebeu os mundiais de 2022 e 2024. Agora, com o domínio brasileiro mais evidente do que nunca, a pergunta começa a ganhar força nos bastidores do esporte:

faz sentido manter o ADCC longe do país que mais produz campeões?

A campanha liderada por Melqui Galvão é um posicionamento. E pode ser o início de uma nova disputa fora dos tatames: a decisão sobre onde o maior evento de grappling do mundo realmente pertence.

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Escrito por Vitor Freitas

Jornalista, Vitor Freitas atua diretamente na produção de conteúdo para o Jiu-Jitsu de todas as formas há 13 anos.

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