O ano era 2008. O palco, um dos mais improváveis para um duelo histórico no Jiu-Jitsu: o Capital Challenge, em Amã, na Jordânia.
O evento era organizado pelo professor Zaid Mirza, figura influente no crescimento da arte suave no Oriente Médio, que na época ensinava Jiu-Jitsu ao exército local e também a membros da família real jordaniana, incluindo filhos do rei.
A competição atraiu grandes nomes do cenário mundial, como Fabrício Werdum, Braulio Estima, Leonardo Leite e Caio Terra, mas quem acabou roubando a cena naquela noite foi Rubens Charles “Cobrinha” Maciel, já consolidado como um dos melhores atletas do planeta.
Só que, no caminho do brasileiro, havia um obstáculo que ainda era tratado como “novidade” por parte do público internacional: Rafa Mendes.
Na época, Rafa começava a se firmar como uma promessa real. Jovem, confiante e cada vez mais agressivo no estilo, ele entrou no torneio disposto a fazer o que poucos tinham coragem de tentar: desafiar Cobrinha de igual para igual.
O que aconteceu ali foi mais do que uma simples luta. Foi o primeiro capítulo oficial de uma rivalidade que marcaria uma geração e ajudaria a redefinir o conceito de excelência técnica nas categorias leves do Jiu-Jitsu.

