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Diogo Souza analisa evolução do Jiu-Jitsu master

Faixa-preta 4º grau, com mais de duas décadas de treino, destaca maturidade, estratégia e longevidade no alto rendimento após os 40 anos

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Sul-Brasileiro 2023: Final fechada em família. Ouro no absoluto, prata no peso.
Diogo é um assíduo competidor de Jiu-Jitsu. Foto: Arquivo Pessoal

Com mais de 20 anos dedicados ao Jiu-Jitsu, Diogo Souza é parte direta da geração que ajudou a consolidar o crescimento das divisões master na IBJJF. Aos 44 anos, o faixa-preta 4º grau, Diogo segue ativo e competitivo, sendo um dos exemplos de longevidade dentro da modalidade.

Para ele, a principal mudança entre a fase adulto e a master 3 não está apenas no físico, mas principalmente na forma de enxergar a luta.

“Na fase adulto, tudo é muito intenso, muito físico e acelerado. No Master, a experiência passa a fazer ainda mais diferença. Hoje eu escolho melhor os momentos, uso mais timing, mais estratégia e procuro lutar com eficiência. Não é sobre fazer mais força ou gastar energia à toa, é sobre entender o momento certo de acelerar, atacar e controlar a luta. A maturidade deixa o jogo mais técnico e inteligente”, explicou.

Mesmo com a evolução no estilo de luta, um dos maiores objetivos dentro do esporte permanece o mesmo: o absoluto. Diogo destaca que, independentemente da idade ou da experiência, essa divisão segue sendo um dos maiores testes técnicos do Jiu-Jitsu.

“O absoluto tem um significado muito especial porque ele testa a essência da técnica. Você pode enfrentar atletas mais pesados, mais fortes e com estilos completamente diferentes. Quando você vence essa divisão, mostra que sua técnica, sua estratégia e sua mentalidade conseguem superar qualquer diferença física. Mesmo para quem já tem uma trajetória consolidada, o absoluto continua sendo uma das maiores conquistas”, afirmou.

A manutenção do alto rendimento após os 40 anos, segundo ele, exige uma abordagem mais completa dentro e fora do tatame.

“Depois dos 40, o rendimento vem muito mais da inteligência do que apenas da intensidade. Eu acredito muito no equilíbrio entre treino, recuperação e disciplina fora do tatame. Sono, alimentação, fortalecimento, mobilidade e prevenção de lesões passam a fazer parte da preparação tanto quanto o treino técnico”, destacou.

Essa maturidade também impacta diretamente na estratégia de competição, principalmente na diferença entre lutar na categoria de peso e no absoluto.

“Na categoria de peso, você enfrenta atletas com características físicas parecidas, então a estratégia gira mais em torno de estilo e imposição técnica. No absoluto, a adaptação é fundamental. Você precisa ajustar distância, timing e a gestão de risco, porque pode enfrentar alguém muito mais pesado ou explosivo. A abordagem fica mais tática, valorizando posicionamento e controle”, explicou.

O crescimento das divisões master, cada vez mais fortes nos campeonatos da IBJJF, é reflexo direto dessa evolução do esporte, e atletas como Diogo fazem parte dessa transformação.

“Isso mostra a evolução do Jiu-Jitsu como esporte de longevidade. Hoje vemos atletas acima dos 40 anos competindo em altíssimo nível, o que prova que a técnica amadurece com o tempo e que a preparação moderna permite uma carreira muito longa. O Jiu-Jitsu acompanha o atleta por toda a vida”, concluiu.

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Escrito por Vitor Freitas

Jornalista, Vitor Freitas atua diretamente na produção de conteúdo para o Jiu-Jitsu de todas as formas há 13 anos.

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