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terça-feira, 6 de outubro de 2026 6 out 2026
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Nika Schwinden: “O Jiu-Jitsu me ensinou a conter minha brutalidade e respeitar mais as pessoas”

No Pura Connection, professora da Gracie Barra Curitiba, que já graduou dez mulheres à faixa-preta, diz que as alunas fizeram dela a mulher que é hoje

Nika Schwinden amarra a faixa-preta na cintura de uma aluna
Nika Schwinden amarra a faixa-preta na cintura de uma aluna. Foto: Arquivo Pessoal
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Nika Schwinden ensina mulheres a lutar há mais de uma década e garante que também aprendeu com elas. Em participação no Pura Connection, a professora da Gracie Barra Curitiba contou como a arte suave mudou sua forma de lidar com as pessoas, dentro e fora do tatame.

“O Jiu-Jitsu despertou a minha sensibilidade e a minha empatia para lidar com mulheres. Minhas alunas fizeram eu ser a mulher que eu sou hoje”, afirmou.

Nika também rebateu a ideia de que a luta endurece quem treina. “Eu sou apaixonada pelo Jiu-Jitsu porque ele não me ensinou a ser bruta. Ele me ensinou a conter minha brutalidade e respeitar mais as pessoas diferentes de mim.”

Da Psicologia ao tatame

Formada em Psicologia, Nika começou a treinar em 2011 e foi campeã mundial master pela primeira vez em 2013. Desde o fim de 2014, ela está à frente das turmas femininas da Gracie Barra Curitiba. Ao lado do marido, o faixa-preta Rodrigo “Pimpolho” Fajardo, também é cofundadora da Casa GB.

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Dez mulheres na faixa-preta

O resultado mais visível desse trabalho está na cintura das alunas. Em dezembro de 2024, Nika graduou a décima mulher à faixa-preta, em cerimônia da Gracie Barra, em Curitiba. Na ocasião, ela falou sobre o que a luta fez por ela: “O Jiu-Jitsu me fez me reconhecer e valorizar quem eu sou de verdade. Autoconhecimento e confiança em si mesma, isso é poderoso demais.”

Um ambiente que ainda é de maioria masculina

O Jiu-Jitsu feminino cresceu nos últimos anos, com mais atletas inscritas, mais oportunidades e eventos que passaram a pagar o mesmo valor a homens e mulheres. Nas academias, porém, as turmas ainda são formadas em sua maioria por homens, e a presença de uma professora faixa-preta costuma pesar na decisão de quem pisa no tatame pela primeira vez. É nesse espaço que o trabalho de Nika em Curitiba ganhou relevância.

E você, o que o Jiu-Jitsu mudou na sua forma de lidar com as pessoas?

Vitor Freitas
Escrito por Vitor Freitas

Jornalista, Vitor Freitas atua diretamente na produção de conteúdo para o Jiu-Jitsu de todas as formas há 13 anos.

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