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sábado, 10 de outubro de 2026 10 out 2026
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IBJJF

Megaton Dias diz ter enfrentado todas as gerações do Jiu-Jitsu

Faixa-coral de 59 anos, que voltou a disputar o Mundial entre os adultos em 2026, cita adversários de Mario Reis a Renato Canuto e diz que não tem data para parar: “Eu me vejo morrendo no tatame”

Megaton Dias sorri na academia dele, em Phoenix
Megaton Dias na academia dele, em Phoenix. Imagem: VF Comunica
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Megaton Dias não trabalha com data de aposentadoria. Perguntado pela VF Comunica se já tem um dia marcado para parar, o faixa-coral de 59 anos respondeu com uma previsão sobre o próprio fim: “Eu acho que a IBJJF vai ter um grande problema comigo, porque eu me vejo morrendo no tatame, meu irmão, num campeonato desse”.

Ele diz que o corpo ainda responde. “Eu ainda me sinto bem”, afirmou, antes de reconhecer que encarar atletas de 20 e poucos anos tem um limite. “Dá para tirar um, dá para tirar outro, mas o top do top não dá.” No Mundial, lembra, a situação fica ainda mais dura: “Eu sou o cara com menos ponto na chave”.

“Por que que eu não vou lutar?”

Megaton disputa o Mundial da IBJJF desde a primeira edição, em 1996, quando foi vice-campeão no peso-pluma, e subiu ao pódio outras três vezes, com os bronzes de 1999, 2001 e 2002. Em 2026, voltou a se inscrever entre os adultos. Ele conta que ouve com frequência a mesma pergunta: por que competir no Mundial com a idade que tem, sob o risco de cair na primeira luta?

A resposta tem duas partes. A primeira é direta: “Eu tenho os pontos, eu posso lutar, por que que eu não vou lutar?”. A segunda fala de quem ficou de fora. “Tem gente que gostaria de estar nesse campeonato e não consegue estar por um motivo ou outro. Eu tô lutando pela galera que não pode lutar”, disse.

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De Mario Reis a Renato Canuto

Em uma conversa neste ano com Bruno Malfacine, dez vezes campeão mundial no peso-galo, Megaton chegou a uma conta que o orgulha. “Eu acho que eu sou um dos caras, não tenho certeza se eu não sou o único cara que já lutou com todas as gerações, com todos os feras”, afirmou.

A lista que ele puxa de memória atravessa décadas: Mario Reis, Cobrinha, Mendes, Renato Canuto, o próprio Malfacine, Miyao, Fredson Paixão e Vitor Shaolin. O balanço vem sem enfeite. “Lutei com os caras, né? Não ganhei, né? Mas, pô, eu tive a oportunidade de lutar com todos os tops, pelo menos do meu peso”, disse.

É por isso que ele fala em ir embora satisfeito. “Isso é uma coisa que, pô, meu irmão, quando eu morrer, eu vou morrer feliz”, afirmou. “Fico muito contente de ter tido essa oportunidade, de ter lutado com essas feras todas aí.”

Faixa-coral e 20 títulos no Mundial Master

Fora da chave adulta, o currículo segue crescendo. Em 2026, Megaton conquistou o 20º título no Mundial Master, no Master 7 leve, e diz ter se tornado o primeiro faixa-coral a completar o Grand Slam da IBJJF. Faixa-preta de Royler Gracie, ele dá aulas em Phoenix, no Arizona, para onde se mudou no fim dos anos 1980.

Na mesma conversa, ele pediu um lugar no Hall da Fama do Jiu-Jitsu e contou por que detestava treinar com Rickson Gracie.

Vídeo completo no YouTube

A conversa está no vlog “Um dia com Megaton Dias, lenda do Jiu-Jitsu”, no canal da VF Comunica no YouTube.

Quem mais, na sua opinião, pode dizer que enfrentou todas as gerações do Jiu-Jitsu? Deixe sua opinião nos comentários.

Murilo Vendramini Lazarini
Escrito por Murilo Vendramini Lazarini

Murilo Vendramini Lazarini é repórter da VF Comunica, criador de conteúdo e faixa-azul de Jiu-Jitsu, unindo sua paixão pelo esporte ao trabalho com comunicação e produção de conteúdo sobre a modalidade. Além das coberturas e entrevistas pela VF Comunica, produz conteúdo sobre o esporte, levando informação, histórias e a vivência do tatame para as redes sociais.

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