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quarta-feira, 7 de outubro de 2026 7 out 2026
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Megaton Dias: “Eu detestei treinar com o Rickson Gracie”

Faixa-coral de 59 anos que segue competindo, professor brinca ao lembrar a pressão dos treinos com Rickson e Royler Gracie; vídeo completo está no canal da VF Comunica no YouTube

Megaton Dias e Rickson Gracie
Megaton Dias e Rickson Gracie. Arte: VF Comunica
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Wellington “Megaton” Dias tem 59 anos, faixa-coral na cintura e presença no Mundial da IBJJF desde a primeira edição, em 1996. O currículo não impediu o professor de rir de si mesmo ao lembrar como era dividir o tatame com Rickson Gracie.

“Eu detestei treinar com o Rickson Gracie”, disse, em tom de brincadeira, em entrevista à VF Comunica, com oferecimento da Kingz.

A explicação veio em seguida, e quem já treinou com alguém muito acima do próprio nível vai reconhecer a sensação. “Tu não consegue fazer nada. Ele te amassa de tudo quanto é lado. Você só consegue fazer alguma coisa se ele deixar. Com o Royler é a mesma coisa.”

Cria da Gracie Humaitá

O relato ganha peso por vir de quem vem. Megaton é faixa-preta de Royler Gracie e um dos nomes mais conhecidos da Gracie Humaitá, academia do Rio de Janeiro ligada ao grande mestre Hélio Gracie. Rickson, irmão mais velho de Royler, é apontado por diferentes gerações de faixas-pretas como o maior lutador da família.

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A relação com os dois segue próxima. No vlog gravado com a VF Comunica, o professor repete a brincadeira ao falar do próprio mestre e mostra uma foto em que Rickson aparece como árbitro de uma de suas lutas.

Do Rio de Janeiro para o Arizona

Nascido no Rio em 2 de outubro de 1967, Megaton começou no Jiu-Jitsu aos cinco anos. No fim dos anos 1980, mudou-se para o Arizona e se tornou um dos primeiros brasileiros a ensinar a arte nos Estados Unidos, antes de o primeiro UFC, em 1993, apresentar o Jiu-Jitsu ao público americano. A academia em Phoenix funciona até hoje. Ele também é pai de Mackenzie Dern, campeã mundial de Jiu-Jitsu e do ADCC que hoje luta no UFC.

Faixa-coral e ainda no Mundial

A faixa-coral, vermelha e preta, corresponde ao sétimo grau e exige pelo menos 31 anos de faixa-preta. Poucos chegam a ela, e menos ainda seguem competindo. Megaton voltou a disputar o Mundial em 2026, entre os adultos, e costuma responder a quem questiona sua presença no torneio que tem os pontos de ranking exigidos, que o campeonato acontece perto de casa e que luta por quem já não pode lutar. Um dos trechos da conversa virou título de vídeo no canal: “Eu me vejo morrendo no tatame”.

Entre os masters, os resultados continuam aparecendo. Em 2025, ele conquistou ouro duplo no International Masters North America, com cinco vitórias no Master 6. No vlog, o professor afirma ter sido o primeiro faixa-coral a completar o Grand Slam da IBJJF e diz que gostaria de entrar para o Hall da Fama.

Um dia com Megaton

A conversa completa está no canal da VF Comunica no YouTube. No vlog “Um dia com Megaton Dias, lenda do Jiu-Jitsu”, de 56 minutos, o professor fala do começo no esporte, da chegada aos Estados Unidos, da relação com os Gracie e da vontade de seguir competindo. O dia de gravação também teve a produção de Mat Stories, nova série documental da Kingz feita em parceria com a VF Comunica, que tem Megaton no episódio de abertura.

E você, já treinou com alguém que não deixava você fazer nada no tatame?

Vitor Freitas
Escrito por Vitor Freitas

Vitor Freitas é jornalista e cobre o Jiu-Jitsu há mais de 15 anos, com entrevistas, reportagens e presença nos principais eventos do Jiu-Jitsu ao redor do mundo. Em 2022, criou a VF Comunica.

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