Pular para o conteúdo
quinta-feira, 8 de outubro de 2026 8 out 2026
Publicidade
Notícias

Luciano Bernert: “O dinheiro está chegando ao esporte”

Head coach do Instituto Start Doing, de Florianópolis, diz que premiações e grandes eventos mudaram a formação desde o infantil e que saber lutar já não basta

Luciano Bernert, head coach do Instituto Start Doing
Luciano Bernert, head coach do Instituto Start Doing. Foto: Reprodução
Compartilhe WhatsApp X Facebook

O crescimento das premiações e dos eventos profissionais de Jiu-Jitsu já chegou às turmas infantis. A avaliação é de Luciano Bernert, head coach do Instituto Start Doing, de Florianópolis, em entrevista exclusiva à VF Comunica. Para o professor, a academia que forma competidores passou a ter a tarefa de preparar o aluno também para a vida de profissional.

“Hoje não basta formar um atleta que sabe lutar. Precisamos formar um profissional do esporte, que entenda de rotina, preparação física, alimentação, recuperação e responsabilidade”, afirmou Luciano.

Da medalha no infantil ao adulto

Segundo o treinador, essa visão orienta o trabalho da Start Doing desde as categorias infantis. O pódio na base conta, mas a meta que ele descreve fica mais adiante: fazer o aluno chegar ao adulto pronto para disputar com os melhores.

“Na Start Doing, a gente trabalha com essa visão desde as categorias infantis. Não queremos apenas crianças ganhando medalhas. Queremos construir atletas que tenham condições de chegar ao adulto e competir no mais alto nível. O dinheiro está chegando ao esporte, mas precisamos preparar nossos atletas para essas oportunidades”, disse.

Publicidade

O dinheiro que chegou ao Jiu-Jitsu

O cenário a que Luciano se refere tomou forma nas últimas temporadas. Em 2024, o Craig Jones Invitational pagou US$ 1 milhão ao campeão de cada uma das duas categorias masculinas, em Las Vegas, e garantiu US$ 10.001 a cada participante. No ano seguinte, a segunda edição do evento ofereceu US$ 1 milhão ao time vencedor do torneio por equipes.

No mesmo período, o UFC lançou o UFC BJJ, com atletas sob contrato, o ONE Championship manteve as lutas de grappling em seus cards e a IBJJF criou o The Crown, torneio por convite com premiação em dinheiro para o campeão de cada categoria. A edição de 2026 do The Crown está marcada para 8 de novembro, em Long Beach, na Califórnia.

Com isso, quem chega ao adulto encontra um calendário com contratos, superlutas e torneios por convite, além dos campeonatos tradicionais de federação. É esse ambiente que, na avaliação do professor, pede rotina de profissional desde cedo.

O que a Start Doing tem feito na base

A fala vem de uma equipe com resultado recente entre os mais novos. No Sul-Americano da IBJJF de 2026, em Barueri, a Start Doing foi campeã por equipes no juvenil e teve dois ouros duplos na faixa-azul, com Kauã “Lasanha” Gomes e Yasmin Baraúna. Kauã venceu em 2026 o Europeu, o Pan, o Brasileiro e o Mundial, os quatro torneios do Grand Slam da IBJJF.

Luciano foi campeão mundial master da IBJJF e campeão brasileiro com e sem kimono. O tema da preparação fora da técnica já tinha aparecido em janeiro, quando ele falou à VF Comunica antes do Europeu: “O físico, a mente e a recuperação entraram forte no nosso dia a dia. Competir hoje é muito mais do que saber técnica.”

Mais recentemente, o professor comparou o Jiu-Jitsu atual a um “xadrez humano”, estudado com caneta e papel.

E na sua academia, a base já treina com rotina de profissional? Deixe sua opinião nos comentários.

Murilo Vendramini Lazarini
Escrito por Murilo Vendramini Lazarini

Murilo Vendramini Lazarini é repórter da VF Comunica, criador de conteúdo e faixa-azul de Jiu-Jitsu, unindo sua paixão pelo esporte ao trabalho com comunicação e produção de conteúdo sobre a modalidade. Além das coberturas e entrevistas pela VF Comunica, produz conteúdo sobre o esporte, levando informação, histórias e a vivência do tatame para as redes sociais.

Ver todas as matérias
Parceiros do VF Comunica