Jhonata Diniz rebate Strickland e Borrachinha sobre bolsas
Único brasileiro do UFC Edmonton, o peso-pesado diz que quem reclama do salário deveria voltar a lutar nos eventos pequenos

Jhonata Diniz, único brasileiro do UFC Edmonton, rebateu as críticas de Sean Strickland e Paulo Borrachinha às bolsas pagas pela organização. Em entrevista ao Lance! publicada nesta quinta-feira (15), o peso-pesado disse que “o UFC paga muito bem, muito bem”. Ele enfrenta o canadense Tanner Boser neste sábado (17), no Canadá.
O que Diniz respondeu a Strickland e Borrachinha
O curitibano citou os dois pelo nome e foi direto. “O Sean Strickland, o Borrachinha, etc. Porque, cara, beleza, eles vão sair do UFC, eles vão fazer o quê da vida?”, questionou.
Na sequência, sugeriu um caminho para quem estiver insatisfeito. “Então, beleza, irmão, volta a lutar no Brasil. Vai lutar nos eventos pequenos, vai lutar no LFA”, disse, em referência à organização americana de onde saem muitos dos contratados do UFC.
A defesa do UFC não quer dizer falta de ambição. “Eu quero chegar a ganhar 10, 20, 30, 50 milhões de dólares por luta”, afirmou. Para ele, o caminho passa pelo desempenho: “Quanto mais você entrega, quanto mais você vende, mais você ganha”.
As reclamações de Strickland e Borrachinha
Campeão dos médios, Strickland puxou a discussão na semana passada. Em 7 de outubro, escreveu na rede social X que, se as coisas não mudarem no UFC, está “meio de saco cheio”. Na mesma publicação, comparou a sua situação com a de Conor McGregor: “O McGregor ganha 30 milhões para lutar 30 segundos, e eles não querem pagar a gente nem uma fração disso”.
O americano disse ainda que pensa em largar o cinturão, subir para o meio-pesado para cumprir o contrato e depois enfrentar Jake Paul no boxe. A defesa de título contra Nassourdine Imavov, que vinha sendo negociada, travou justamente no valor da bolsa.
Borrachinha vive uma briga parecida. Com uma luta restante no contrato, o mineiro reclama de receber ofertas de lutas de cinco rounds pelo valor combinado para lutas de três. “Não vou fazer cinco rounds pelo preço de três. Seria burrice”, escreveu no X, em setembro. No dia 8 deste mês, mandou um recado público a Strickland, dizendo ter “uma solução” para os dois, sem revelar qual.
Os dois rivais já se enfrentaram dentro do Octógono. Strickland venceu Borrachinha por decisão dividida no UFC 302, em 2024.
Por que Diniz trocou o kickboxing pelo MMA
A opinião do brasileiro vem da experiência fora do MMA. Antes do UFC, ele somou 22 vitórias e sete derrotas no kickboxing, com 15 nocautes, e foi o primeiro brasileiro a lutar no Glory, segundo o próprio UFC.
“Fui três vezes campeão mundial de kickboxing. Mas, financeiramente falando, cara, era muito fraco”, contou ao Lance!. “Esse foi o principal motivo pelo qual a gente migrou pro MMA. Para poder ganhar dinheiro e conseguir se aposentar.”
O assunto vem esquentando. Dias atrás, Brendan Allen disse que os lutadores do UFC são mal pagos e depois pediu desculpas ao chefe. No Jiu-Jitsu, Fepa Lopes explicou à VF Comunica como funciona a bolsa em um evento de lutas casadas, com piso, teto e cinturão.
A luta contra Tanner Boser no UFC Edmonton
Diniz volta ao Octógono depois de 371 dias parado. Ele tem nove vitórias e duas derrotas no MMA, com sete nocautes, e soma três vitórias em cinco lutas no UFC. A última apresentação foi a derrota por nocaute técnico para Mário Pinto, em outubro de 2025.
Tanner Boser luta em casa. O canadense tem 22 vitórias, 11 derrotas e um empate na carreira. O duelo dos pesos-pesados fecha as lutas preliminares do evento, que tem Joaquin Buckley e Mike Malott na luta principal, na Rogers Place, em Edmonton.
As preliminares começam às 18h (de Brasília), com transmissão do Paramount+. No mesmo evento, Erin Blanchfield e Jasmine Jasudavicius fazem a luta que pode definir a próxima desafiante de Natália Silva.
E você, quem tem razão nessa discussão: Jhonata Diniz, que diz que o UFC paga muito bem, ou Strickland e Borrachinha, que cobram bolsas maiores? Deixe a sua opinião nos comentários.
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