
Diogo “Baby Shark” Reis não precisou de muito tempo para se estabelecer no ONE Championship. Em sua primeira temporada na organização, o atleta de Manaus, de apenas 23 anos, construiu uma campanha sólida, venceu adversários de alto nível e terminou 2025 eleito grappler do ano pelo ONE.
Chegando em março com um currículo respeitado no no-gi — incluindo ouro no ADCC —, Diogo carregava expectativas altas. O desafio era transformar reputação em desempenho no maior palco da Ásia. A resposta veio rapidamente.
A estreia aconteceu no ONE Fight Night 29, contra o japonês Shoya Ishiguro, até então invicto na série ONE Friday Fights. Reis impôs pressão desde o início, passou a guarda com autoridade e conectou um estrangulamento com tesoura de cabeça antes de transicionar para a kimura que definiu o combate ainda no meio do round.
A vitória credenciou o brasileiro para a disputa do cinturão mundial vago de submission grappling peso-mosca. O duelo contra Daiki Yonekura, no ONE Fight Night 38, foi técnico, intenso e representou o que há de mais atual na modalidade.
Diogo controlou o ritmo do confronto, combinando ataques de triângulo de braço, guilhotinas e entradas nas pernas, enquanto neutralizava as tentativas ofensivas do japonês. Mesmo diante de investidas em leg locks, manteve calma, ajustes precisos e controle posicional até o fim dos dez minutos.
A decisão unânime confirmou o título mundial e fechou uma temporada quase perfeita. O prêmio de grappler do ano surge como consequência natural não apenas das vitórias, mas da forma como elas foram construídas: com consistência, leitura de jogo e maturidade competitiva acima da média.

