Mike Malott provoca Buckley e bate o peso no UFC Edmonton
Algoz de Durinho, o canadense diz que Buckley “nunca faria a luta principal no Canadá” sem ele; os dois cravaram 77,3 kg na balança

Mike Malott e Joaquin Buckley bateram o peso nesta sexta-feira (16) para a luta principal do UFC Edmonton, neste sábado (17), na Rogers Place, no Canadá. Os dois marcaram 77,3 kg (170,5 libras) na pesagem oficial, em que os 26 atletas do card ficaram dentro do limite. A semana, porém, foi marcada pela provocação do canadense, que disse que o americano só é atração principal no país por causa dele.
A provocação de Malott a Buckley
Em entrevista ao canal Full Send MMA, reproduzida pelo Sherdog, Malott respondeu ao rival, que tinha dito se sentir em casa no Canadá e ter mais fãs por lá do que o adversário. “Ele nunca faria a luta principal no Canadá sem mim”, disse. “Ele está na luta principal porque a atração desta luta sou eu.”
O canadense lembrou que já foi a estrela de um evento em casa sem precisar de Buckley e deixou claro o que espera do sábado. “Ele é o cara de quem eu vou tomar o lugar”, afirmou, sem deixar de reconhecer que o americano está entre os dez melhores do mundo “por um motivo”.
A vitória sobre Durinho em Winnipeg
A confiança vem da última luta. Em abril, Malott fez a luta principal do UFC em Winnipeg e venceu Gilbert Burns, o Durinho, por nocaute técnico no terceiro round, aos 2min08s. O canadense derrubou o brasileiro duas vezes antes de encerrar a luta com socos no chão.
Foi a quarta vitória seguida de Malott, que chega com cartel de 14 vitórias, duas derrotas e um empate. A única derrota dele no UFC foi para Neil Magny, em janeiro de 2024, em Toronto. Depois disso, venceu Trevin Giles, justamente em Edmonton, Charles Radtke, Kevin Holland e Durinho.
Para Durinho, a noite em Winnipeg marcou o fim da carreira no MMA. O brasileiro anunciou a aposentadoria depois da derrota e voltou a competir no Jiu-Jitsu: neste mês, no UFC BJJ 12, foi finalizado por Gabriel Almeida e comentou a derrota, como a VF Comunica mostrou.
O momento de Buckley antes do UFC Edmonton
Do outro lado, Buckley tenta sair da pior fase desde que desceu para o peso-meio-médio. Ele perdeu as duas últimas lutas por decisão unânime, para Kamaru Usman, em junho de 2025, e para Sean Brady, em maio deste ano. Antes disso, emendou uma sequência de vitórias que incluiu a de dezembro de 2024 sobre Colby Covington.
Depois da derrota para Brady, o americano trocou de equipe e passou a treinar na Fortis MMA. “Quando o Sean Brady me venceu, percebi que precisava mudar”, contou ao site oficial do UFC. Na mesma entrevista, citou Carlos Prates, brasileiro que deve disputar o cinturão contra Islam Makhachev. “Eu adoraria lutar com o Prates”, disse. “Só preciso nocautear o Mike Malott.”
Força para isso ele tem. Segundo levantamento divulgado pelo UFC nesta semana, Buckley soma oito vitórias por nocaute ou nocaute técnico na organização e divide com Alex Poatan Pereira a marca de mais vitórias desse tipo desde a estreia dele. O americano diz até contar com as vaias. “Eu preciso do público. Preciso dessa energia, do apoio ou do ódio, para tirar o melhor de mim”, afirmou.
O card do UFC Edmonton e o horário
A luta coprincipal coloca frente a frente Erin Blanchfield e Jasmine Jasudavicius, em duelo que vale vaga na fila de Natália Silva no peso-mosca. Nas lutas preliminares, o brasileiro Jhonata Diniz encara Tanner Boser no peso-pesado, dias depois de rebater Sean Strickland e Paulo Borrachinha sobre as bolsas do UFC.
O card principal começa às 21h (de Brasília), e as lutas preliminares, às 18h. Nos Estados Unidos, o evento tem transmissão do Paramount+.
E você, quem sai maior de Edmonton: o canadense que venceu Durinho ou o americano que precisa voltar a ganhar? Deixe seu palpite nos comentários.
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