Natália Silva: Blanchfield e Jasudavicius lutam por vaga
Americana faixa-preta de Jiu-Jitsu e canadense que já venceu cinco brasileiras fazem a penúltima luta do UFC Edmonton, no sábado, de olho na campeã peso-mosca.

Natália Silva, campeã peso-mosca do UFC há menos de duas semanas, pode conhecer sua primeira desafiante neste sábado (17). Erin Blanchfield e Jasmine Jasudavicius fazem a penúltima luta do UFC Edmonton, no Rogers Place, no Canadá, e as duas trataram o duelo, nas entrevistas desta quarta-feira, como uma eliminatória pelo cinturão.
As lutas principais começam às 21h (de Brasília). Na luta principal da noite, Joaquin Buckley enfrenta o canadense Mike Malott, no peso-meio-médio.
O cinturão que Shevchenko deixou vago
Natália chegou ao título no UFC 332, em 3 de outubro, em Salt Lake City, nos Estados Unidos. A mineira de Pingo-d’Água, que treina na Team Borracha, venceu a chinesa Wang Cong por decisão unânime (48-47, 48-47 e 49-46) e ficou com o cinturão que Valentina Shevchenko deixou vago por causa de uma lesão.
Foi a nona vitória da brasileira em nove lutas no UFC. Antes da disputa, ela já tinha vencido três ex-campeãs em sequência: Jéssica Andrade, Alexa Grasso e Rose Namajunas.
A escolha de Wang Cong para a disputa incomodou quem estava na fila. Blanchfield, quarta colocada na classificação oficial, contou ao Cageside Press que pediu a vaga. “Quando soube que o cinturão estava vago, eu quis essa chance. Pedi, porque já estava me preparando para esta luta”, disse a americana. “Não era para ser naquele momento. Eles preferiram a Wang Cong.”
Blanchfield, a faixa-preta de Jiu-Jitsu da divisão
Blanchfield tem 14 vitórias e duas derrotas e é faixa-preta de Jiu-Jitsu. Segundo o perfil oficial do UFC, ela foi a primeira mulher campeã do peso-mosca do Eddie Bravo Invitational, aos 18 anos.
Cinco das 14 vitórias vieram por finalização. No UFC, ela pegou JJ Aldrich numa guilhotina, Molly McCann numa kimura e Jéssica Andrade e Tracy Cortez no mata-leão. Em Edmonton, a americana já tem boa lembrança: em novembro de 2024, venceu Rose Namajunas por decisão unânime, em cinco assaltos.
“Acho que, com uma vitória dominante no sábado, eu fico no lugar que é meu”, disse Blanchfield, que também admitiu não ter recebido nenhuma promessa do UFC.
Jasudavicius e o histórico contra brasileiras
Jasudavicius, sexta colocada, tem 15 vitórias e quatro derrotas e luta em casa. A canadense construiu boa parte da campanha no UFC contra brasileiras: venceu Priscila Cachoeira, Ariane da Silva, Mayra Bueno Silva, Jéssica Andrade e Karine Silva.
Três dessas vitórias vieram por estrangulamento. Cachoeira caiu numa anaconda, Ariane num d’arce, em Edmonton, e Jéssica Andrade bateu no mata-leão com 2min40s do primeiro assalto, no UFC 315.
A única brasileira que a superou no UFC foi justamente Natália. As duas se enfrentaram em 18 de junho de 2022, em Austin, nos Estados Unidos, na estreia da mineira na organização, e Natália venceu por decisão unânime.
“Quem vencer esta luta espera, sim, uma disputa de cinturão”, disse Jasudavicius ao Cageside Press. “Acho que é uma eliminatória.” A canadense também falou que seria uma honra disputar o título em Toronto, cidade que, segundo o Sherdog, o UFC pretende visitar no ano que vem.
A fila do peso-mosca
Nada está garantido. O UFC não anunciou a primeira defesa de Natália, e a classificação oficial ainda tem Shevchenko, Alexa Grasso e Manon Fiorot à frente das duas. Fiorot, inclusive, já venceu ambas: Blanchfield por pontos e Jasudavicius por nocaute técnico em 1min14s.
Para as brasileiras do UFC, outubro tem sido de altos e baixos. No último fim de semana, Alice Pereira venceu uma ranqueada no peso-galo, enquanto Ketlen Vieira foi suspensa por doping após a luta contra Cris Cyborg. No sábado, o Brasil também estará no Rogers Place com o peso-pesado Jhonata Diniz, que enfrenta Tanner Boser nas lutas preliminares.
E você, quem quer ver contra Natália Silva na primeira defesa de cinturão: Blanchfield, Jasudavicius ou Shevchenko, quando voltar da lesão? Deixe sua opinião nos comentários.
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