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domingo, 18 de outubro de 2026 18 out 2026
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Xande Ribeiro e Michael Langhi analisam o jogo um do outro: “Nunca vi nada igual de defesa”

Dois dos maiores campeões da história se encontraram na pirâmide durante o Mundial de 2026 e aceitaram o desafio da VF Comunica: dizer o que mais admiram no rival

Xande Ribeiro de kimono, no retrato do Hall da Fama da IBJJF
Xande Ribeiro, membro do Hall da Fama da IBJJF. Foto: IBJJF
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Xande Ribeiro e Michael Langhi passaram anos em lados opostos do ginásio, um à frente da Six Blades, o outro como referência da Alliance. No Mundial de 2026, na pirâmide de Long Beach, os dois estavam lado a lado, como professores, acompanhando os alunos na faixa-preta. A VF Comunica aproveitou o encontro para uma pergunta em mão dupla: qual é a maior característica que você vê no outro como competidor?

Xande sobre Langhi: a guarda-aranha e a arma secreta

Xande começou pelo que todo mundo associa ao rival. “Toda vez que eu pego ele para a gente trocar posição, sempre falo da guarda-aranha”, disse. Mas fez questão de não reduzir Langhi a uma técnica. “É um jogo muito completo.”

Para o bicampeão absoluto do Mundial, a qualidade vem da escola. “Eu acho que a Alliance e a Six Blades têm um estilo de luta muito parecido. A galera é muito boa em todo lugar”, afirmou. A fórmula que ele enxerga nos dois times é a mesma: “É ser muito bom de fundamento em todo lugar e ter uma arma secreta”.

A de Langhi era a guarda-aranha, e Xande fechou com uma brincadeira sobre a diferença de categoria entre os dois. “A dele, graças a Deus, eu não era peso-leve”, disse.

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Langhi sobre Xande: “Nunca vi nada igual de defesa”

Langhi seguiu o mesmo caminho, primeiro o elogio geral, depois o detalhe. “O Xandão é bom em tudo também, obviamente”, disse. “Mas o que eu destacaria, que eu nunca vi igual, é a parte defensiva dele.”

O tricampeão mundial do peso-leve explicou o que isso significava para quem estava do outro lado. “Muito difícil de pontuar, muito difícil de chegar, de finalizar esse cara. Tem um senso de defesa muito acima do normal”, afirmou.

Ele aproveitou para deixar uma observação sobre a geração atual, que, na avaliação dele, treina muito mais o ataque. “Invariavelmente a gente vai precisar se defender, e a gente vê uma discrepância no ataque e na defesa”, disse. E repetiu, apontando para o amigo: “Esse cara aqui, eu nunca vi nada igual de defesa”.

Dois Mundiais absolutos e uma resenha

Minutos antes, Vitor Freitas tinha apresentado Xande ao público do vlog como o homem que venceu dois absolutos do Mundial contra os melhores da geração dele, entre eles Roger Gracie. O clima entre os dois professores era de brincadeira. Chamados de “milionários do Jiu-Jitsu”, eles negaram rindo. “Mais ou menos. Bem mais ou menos”, respondeu um deles.

A conversa mostra o que os dois têm em comum fora das medalhas. Ambos falam do rival com precisão técnica, e os dois chegam à mesma conclusão por caminhos diferentes: o jogo completo vem antes da posição que deu fama.

Vídeo completo no YouTube

A resenha de Xande Ribeiro e Michael Langhi está no vlog do terceiro dia do Mundial de 2026, no canal da VF Comunica no YouTube.

Ataque ou defesa: o que falta mais na geração atual do Jiu-Jitsu? Deixe sua opinião nos comentários.

Vitor Freitas
Escrito por Vitor Freitas

Vitor Freitas é jornalista e cobre o Jiu-Jitsu há mais de 15 anos, com entrevistas, reportagens e presença nos principais eventos do Jiu-Jitsu ao redor do mundo. Em 2022, criou a VF Comunica.

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