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domingo, 18 de outubro de 2026 18 out 2026
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Jaqueline Amorim pega seis meses de suspensão por ostarina

Agência antidoping do UFC concluiu que a brasileira foi exposta a suplemento contaminado; ela pode voltar em fevereiro de 2027.

Jaqueline Amorim sorri e mostra as mãos enfaixadas no vestiário do UFC
Jaqueline Amorim nos bastidores do UFC Kansas City, em abril de 2025. Foto: UFC
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A brasileira Jaqueline Amorim, peso-palha do UFC, foi suspensa por seis meses depois de testar positivo para ostarina, um agente anabolizante proibido. A punição foi anunciada pelo UFC na sexta-feira (16), em nota da CSAD, a agência que cuida do programa antidoping da organização. A pena conta desde 17 de agosto, e a lutadora de Manaus, faixa-preta de Jiu-Jitsu, está liberada para voltar a lutar em 17 de fevereiro de 2027.

O que a CSAD encontrou nos exames de Jaqueline

A ostarina apareceu em duas amostras colhidas fora de competição em Fort Lauderdale, na Flórida, onde a brasileira mora: uma em 29 de julho e outra em 17 de agosto. Como o segundo exame foi feito antes de ela ser avisada do primeiro resultado, os dois casos foram somados em uma única violação.

A agência concluiu que o resultado é compatível com contaminação em nível baixo, e não com uso intencional. Pesaram para isso o histórico limpo de exames da lutadora, a quantidade pequena da substância nas duas amostras e o uso de vários suplementos sem certificação de laboratório independente.

A CSAD também afirmou que não viu sinal de ganho relevante de desempenho e que Jaqueline colaborou por completo com a investigação. Ela aceitou a pena. Segundo o MMA Junkie, a brasileira não tinha se pronunciado publicamente até a divulgação da punição.

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A carreira de Jaqueline Amorim no UFC

Aos 31 anos, Jaqueline tem cartel de 11 vitórias e duas derrotas, sendo cinco vitórias e duas derrotas no UFC. Todas as vitórias terminaram antes do fim da luta, nove delas por finalização, cinco com chave de braço.

A última apresentação foi em 30 de maio, no UFC Macau, quando ela finalizou a tailandesa Loma Lookboonmee com uma chave de braço aos 4min04 do primeiro assalto. A vitória veio depois da derrota por decisão unânime para a japonesa Mizuki, no UFC 321, em outubro de 2025, resultado que tinha encerrado uma sequência de quatro vitórias seguidas.

Antes de chegar ao UFC, em 2023, ela foi campeã do peso-palha do LFA, evento que serve de vitrine para a organização, e defendeu o cinturão uma vez. Hoje treina na American Top Team, na Flórida.

O Jiu-Jitsu por trás das finalizações de Jaqueline

Jaqueline começou no Jiu-Jitsu aos seis anos, em Manaus. É faixa-preta de segundo grau, ganhou títulos mundiais da IBJJF nas faixas coloridas e foi campeã do Pan sem kimono já na faixa-preta.

Esse jogo de chão aparece nos números do UFC: ela tem média de 4,27 tentativas de finalização a cada 15 minutos de luta. A divisão dela, aliás, tem outra faixa-preta no topo: a campeã do peso-palha é Mackenzie Dern, que fez história no Jiu-Jitsu antes de chegar ao MMA.

A ostarina no MMA e no Jiu-Jitsu

A ostarina é velha conhecida de quem acompanha o antidoping nas lutas. Em 2018, Sean O’Malley foi tirado do UFC 229 depois de testar positivo para a substância e atribuiu o resultado a uma cápsula de cafeína contaminada. Segundo o MMA Mania, Marvin Vettori, Nicco Montano e Josh Barnett também pegaram penas curtas por casos parecidos.

No Jiu-Jitsu, o caso mais lembrado é o de Kaynan Duarte, suspenso por um ano por ostarina no Mundial de 2019. Na época, a USADA reduziu a pena dele em um ano depois de concluir que houve contaminação cruzada por um produto de uma pessoa próxima ao atleta.

Neste mês, a VF Comunica também noticiou a suspensão de seis meses de Ketlen Vieira, punida pelo programa antidoping do PFL depois da luta contra Cris Cyborg. Com a punição, Jaqueline fica fora do restante da temporada de 2026.

E você, acha que seis meses é uma pena justa para casos de suplemento contaminado ou o UFC deveria ser mais duro? Deixe sua opinião nos comentários.

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Vitor Freitas
Escrito por Vitor Freitas

Vitor Freitas é jornalista e cobre o Jiu-Jitsu há mais de 15 anos, com entrevistas, reportagens e presença nos principais eventos do Jiu-Jitsu ao redor do mundo. Em 2022, criou a VF Comunica.

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