Claudia Gadelha quer revanche entre Cássia Moura e Adele Fornarino: “O certo é repetir essa luta”
Presidente do UFC BJJ disse que a luta foi “muito, muito apertada”, afirmou que entende a frustração da australiana e explicou como a organização revisa o trabalho dos juízes toda semana

A presidente do UFC BJJ, Claudia Gadelha, quer ver Cássia Moura e Adele Fornarino de novo frente a frente. Na coletiva depois do UFC BJJ 12, na quinta-feira (8), em Las Vegas, ela foi perguntada sobre o futuro da campeã de duas categorias e apontou a revanche como o caminho mais justo depois da decisão dividida.
“Quem não quer ver a Cássia Moura, certo? Todos nós queremos. Vamos voltar na terça-feira para a sala onde montamos as lutas e pensar no que fazer em seguida. Mas eu acho que o certo é repetir essa luta e fazer uma revanche entre ela e a Adele”, disse, em inglês.
“Uma luta muito, muito apertada”
Gadelha abriu a coletiva falando da luta principal. “A Cássia e a Adele criaram um momento histórico para nós. Foi uma luta muito, muito apertada entre as duas”, afirmou.
Ela elogiou a guarda da australiana e a maneira como a brasileira lidou com ela. “É muito difícil passar aquela guarda. Ainda não vi ninguém passar a guarda dela. Então acho que a Cássia fez a coisa certa, tentando se soltar e dar a volta, em vez de ir por dentro. Ela conseguiu passar algumas vezes e conseguiu pegar as costas da Adele em um dos rounds”, disse.
Sobre a chave de calcanhar que Adele encaixou no fim do primeiro round, a dirigente reconheceu o perigo. “Achei que a Cássia acabou se machucando naquela finalização, que estava muito, muito justa. Foi bem no fim do primeiro round, ela conseguiu sobreviver e voltou no segundo direto para a ação”, contou. A própria Cássia disse na coletiva que sentiu o pé naquele momento.
Para Gadelha, o resultado foi correto. “Se você olhar o quanto a Cássia estava se engajando e o quanto as duas estavam tentando progredir, acho que eles acertaram”, afirmou, em referência aos juízes.
“Eu entendo a frustração dela”
Adele deixou a área de luta contrariada, e Gadelha contou que ainda não tinha conversado com ela. “Eu entendo a frustração dela. Já estive nessa situação, já perdi por decisão dividida”, disse a ex-lutadora do UFC.
Como o UFC BJJ revisa as decisões
A dirigente aproveitou a pergunta para explicar o que a organização faz depois de cada evento. “Toda quarta-feira passamos uma hora, uma hora e meia assistindo a todas as lutas que acontecem no UFC BJJ. Estudamos como atletas e gastamos muito tempo entendendo se julgamos as coisas certo ou errado e corrigindo os erros que cometemos”, disse.
Ela afirmou que participa das reuniões, mas que procura não interferir. “Eu estou nas chamadas com os juízes e árbitros toda quarta-feira. Tento ficar de fora o máximo que posso. Sou promotora, estou aqui para promover e fazer crescer o Jiu-Jitsu”, explicou.
Gadelha também defendeu quem pontua as lutas. “Os atletas colocam muito trabalho nas atuações deles, e aqui no UFC BJJ você é julgado e arbitrado pelos seus pares. É muito difícil discordar das decisões deles”, afirmou.
O que Cássia disse
Cássia contou que já esperava o resultado quando a decisão foi anunciada. Na avaliação dela, o primeiro round ficou com Adele e os outros dois foram seus, porque impôs o ritmo o tempo todo. Com os cinturões do peso-mosca e do peso-galo, a brasileira de 20 anos disse que quer voltar logo.
O resultado dividiu os fãs e reabriu a discussão sobre o formato das disputas de título, tema da matéria Três rounds bastam para decidir um cinturão?. As duas atletas também receberam bônus de performance.
A revanche com Adele Fornarino deve ser a próxima luta de Cássia Moura? Deixe sua opinião nos comentários.







