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segunda-feira, 19 de outubro de 2026 19 out 2026
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Charles do Bronx ameaça largar cinturão BMF antes do UFC 335

Criticado por vencer Max Holloway no chão, o brasileiro diz que, se a disputa for só para trocar socos, o UFC pode levar o título para outro lugar.

Charles do Bronx tenta um mata-leão em Max Holloway no chão do Octógono no UFC 326
Charles do Bronx ataca o mata-leão em Max Holloway no UFC 326, em Las Vegas. Foto: UFC
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Charles do Bronx disse que pode abrir mão do cinturão BMF se o título for tratado apenas como uma troca de socos. Em entrevista ao site americano MMA Fighting, publicada nesta segunda-feira (19), o brasileiro respondeu às críticas pela vitória sobre Max Holloway, conquistada com quedas e controle no chão, e falou da defesa contra Diego Lopes na luta principal do UFC 335, em 12 de dezembro, em Las Vegas.

A crítica à vitória sobre Max Holloway

Charles ganhou o cinturão BMF no UFC 326, em 7 de março, na T-Mobile Arena. Venceu Holloway por decisão unânime, com 50 a 45 nas três papeletas, e passou boa parte dos cinco assaltos por cima, levando o havaiano para o chão sempre que encurtava a distância.

Parte do público esperava outra luta. O cinturão BMF ficou associado a duelos de trocação franca, e muitos fãs queriam ver os dois em pé do começo ao fim. A estratégia do brasileiro rendeu críticas e o rótulo de luta chata.

Charles rebateu. Segundo ele, se troca golpes e é nocauteado, vira burro por não ter usado o Jiu-Jitsu; se usa o Jiu-Jitsu, a luta é ruim. “O que eu quero saber é o que está no Sherdog. Está ali: vitória ou derrota”, disse.

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O que Charles disse sobre o cinturão BMF

O brasileiro afirmou que ninguém na categoria fez com Holloway o que ele fez, em pé e no chão, e que todas as quedas que tentou entraram. Depois, mandou o recado mais forte da entrevista.

“Ah, mas a luta BMF é sobre ir lá e se destruir. Então, sinceramente, irmão, aqui está o cinturão. Leva para outro lugar. Esse cinturão não é para mim”, afirmou.

Charles também lembrou que não está no UFC para agradar ninguém. Para ele, se tivesse perdido para Mateusz Gamrot ou para Holloway, não ganharia o que ganha hoje e talvez nem estivesse mais na organização.

O Jiu-Jitsu de Charles e de Diego Lopes

A discussão tem um pano de fundo de Jiu-Jitsu. Dono de um cartel de 37 vitórias e 11 derrotas, Charles é o maior finalizador da história do UFC, com 17 vitórias por finalização e 21 lutas encerradas antes do fim, segundo a própria organização. A última finalização foi em outubro de 2025, um mata-leão em Gamrot no segundo assalto.

Contra Holloway, ele também caçou a finalização. Tentou o mata-leão mais de uma vez, mas o havaiano resistiu até o gongo.

Do outro lado estará um adversário que conhece o mesmo terreno. Diego Lopes, de 28 vitórias e oito derrotas, tem 12 vitórias por finalização e 12 por nocaute. Faixa-preta e professor de Jiu-Jitsu, ele chegou a se inscrever no Mundial Master da IBJJF deste ano, mas desistiu para fechar a próxima luta, como contou com exclusividade à VF Comunica.

Lopes sobe do peso-pena para o peso-leve depois de perder duas disputas de cinturão para Alexander Volkanovski, em abril de 2025 e janeiro de 2026. O australiano, aliás, defende o título contra Movsar Evloev no UFC 333, neste sábado. Entre uma derrota e outra, Lopes nocauteou Jean Silva e, em junho, venceu Steve Garcia por nocaute técnico no evento do UFC na Casa Branca.

Como Charles vai encarar o UFC 335

Charles disse que vai para a luta sem pressão nenhuma e que pretende mostrar uma versão melhor do que a que enfrentou Gamrot e Holloway. “Diego tem Jiu-Jitsu, tem luta olímpica, tem mãos agressivas e pode nocautear”, afirmou. “Mas eu com certeza não estou preocupado com o que o Diego pode fazer.”

Ele também deixou claro que não pretende parar no meio do Octógono para ver quem cai primeiro. “Nós vamos lutar MMA. O que é MMA? É uma mistura de artes marciais”, disse.

O discurso segue a linha do que Charles vem dizendo desde que a luta foi marcada. Na semana passada, ele cobrou Justin Gaethje e disse que mira o cinturão dos leves. Dias depois, apostou em Carlos Prates para vencer Islam Makhachev.

E você, acha que o cinturão BMF deve premiar só a trocação ou Charles está certo em usar o Jiu-Jitsu para vencer? Deixe sua opinião nos comentários.

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Vitor Freitas
Escrito por Vitor Freitas

Vitor Freitas é jornalista e cobre o Jiu-Jitsu há mais de 15 anos, com entrevistas, reportagens e presença nos principais eventos do Jiu-Jitsu ao redor do mundo. Em 2022, criou a VF Comunica.

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