Caio Almeida revela o que enxerga em um aluno antes de todo mundo: “É aí que começa um campeão”
Em entrevista exclusiva à VF Comunica, líder da Almeida JJ diz que olha primeiro para a pessoa por trás do atleta e que a disposição para continuar pesa mais do que o talento

Caio Almeida formou campeões mundiais da faixa-azul à faixa-preta, mas a primeira coisa que ele procura em quem chega à academia está longe das medalhas. Em entrevista exclusiva à VF Comunica, o líder da Almeida JJ contou que, antes de pensar em títulos ou resultados, tenta enxergar a pessoa por trás do atleta.
“Antes de enxergar um campeão, eu enxergo um aluno, uma pessoa com uma história, uma personalidade, sonhos, dificuldades e um potencial que muitas vezes nem ela mesma consegue enxergar ainda”, afirmou.
“Eu acredito que existe potencial em todos”
Para o professor, o primeiro passo é fazer o aluno evoluir no Jiu-Jitsu, criar disciplina, confiança e bons hábitos e encontrar no esporte algo capaz de transformar a própria vida. Técnica, preparação física e alimentação entram nesse processo com o tempo.
A convicção vem da história do próprio Caio. “Eu acredito que existe potencial em todos. Talvez porque eu mesmo nunca tenha sido o mais talentoso da turma”, disse. “O que eu tive foi vontade de aprender, disposição para trabalhar e a crença de que poderia chegar lá. Por isso, eu acredito muito no trabalho.”
Onde começa um campeão
Caio conta que costuma notar esse traço cedo, muitas vezes antes de o resultado aparecer. “Às vezes, antes de todo mundo perceber que um aluno pode ser campeão, eu percebo que ele está disposto a não desistir. E, para mim, é aí que começa um campeão”, afirmou.
De Itaquera à formação de campeões mundiais
Nascido em Itaquera, na zona leste de São Paulo, Caio recebeu a faixa-preta em dezembro de 2009, das mãos de Gabriel Vella, e fundou a Almeida JJ ao lado dos irmãos Diogo e Gustavo. O nome mais conhecido saído da equipe é Bianca Basílio, campeã mundial e do ADCC.
Do projeto social da academia no bairro saiu Cléber “Clandestino” Sousa, campeão mundial na faixa-marrom em 2016, que hoje treina com Cobrinha em Los Angeles. Caio falou sobre essa relação em outro trecho da entrevista. Entre os mais novos, o faixa-marrom Luan Patrick, prata no Europeu de 2026, está na lista de dez talentos que podem ganhar espaço em 2027.
Na mesma conversa com a VF Comunica, o professor também definiu o que considera o maior atributo de um campeão.
E na sua academia, quem foi mais longe: o mais talentoso ou o que não desistiu? Conte nos comentários.







