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domingo, 18 de outubro de 2026 18 out 2026
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UFC BJJ

Por que campeão mundial trava no UFC BJJ? Vitor Shaolin, árbitro do evento, explica

Campeão mundial e um dos árbitros do evento, ele diz à VF Comunica que o atleta “engessado” na regra da IBJJF demora a se adaptar e descreve o perfil que a organização procura

Vitor Shaolin Ribeiro
Vitor “Shaolin” Ribeiro, um dos árbitros do UFC BJJ. Foto: Reprodução | Modern Martial Arts NYC
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Ser campeão mundial da IBJJF não garante sucesso no UFC BJJ. O evento já recebeu donos de títulos importantes de kimono que demoraram a mostrar o mesmo rendimento no formato de lutas casadas da organização. Vitor “Shaolin” Ribeiro, campeão mundial e um dos árbitros do torneio, tem uma explicação para isso, e ela passa menos pela técnica do que pelo hábito.

Shaolin falou sobre o assunto com a VF Comunica em junho, no New Jersey Open. A pergunta de Vitor Freitas era direta: o que tem feito diferença para quem luta lá?

O atleta “engessado”

A resposta começa por um tipo de lutador que Shaolin conhece bem. “Tem gente que é um pouco mais engessada com a regra da IBJJF”, disse. O problema, segundo ele, é que a especialização cobra um preço. “Quando você fica bom nesse jogo aqui, demora você ficar bom no outro jogo.”

Ele descreve os sinais dentro da luta. É a passagem de guarda que demora a sair, a raspagem que demora a sair, o atleta que joga com a regra na cabeça, administrando o placar. Em um formato de rounds curtos, isso pesa contra.

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O perfil que o UFC BJJ procura

Do outro lado está o lutador que Shaolin chama de “mais selvagem”. “O cara que joga por cima, por baixo, o cara que não está muito ligado no ponto, o cara que joga para pegar. Esse tipo de cara tende a poder ter uma carreira muito legal no UFC BJJ”, afirmou.

Ele deixa claro que o título continua contando, mas vem acompanhado de uma exigência. “Ele quer o campeão mundial, quer. Mas ele quer o campeão mundial que procure a luta, que procure o desafio, que procure a queda, a puxada agressiva”, disse.

“Cortar o cordão umbilical”

Para quem vem de anos de sucesso nas federações, a adaptação exige uma ruptura. Shaolin usou uma imagem para explicar. “Algumas pessoas que lutam muito aqui são tão boas aqui que demora até cortar o laço, cortar esse cordão umbilical”, afirmou.

Como árbitro, ele contou qual é a orientação que recebe e repassa. “A nossa orientação é poder fazer a luta correr um pouco mais rápida”, disse. Se a luta trava no chão, os atletas voltam para a posição em pé.

Quem perde lutando volta

O ponto mais importante da fala talvez seja o último. No UFC BJJ, segundo Shaolin, o resultado não é o único critério para ser chamado de novo. “O cara que consegue não ficar engessado, cortar o cordão umbilical daqui e ir para lá e falar assim: ‘Irmão, vou sair na porrada’. Esse cara, perdendo ou ganhando, ele volta. Tem vida longa lá”, afirmou.

A ideia conversa com o que outros organizadores disseram à VF Comunica. Fepa Lopes, presidente do BJJ Stars, usa critério parecido para escolher quem luta no evento dele.

Vídeo completo no YouTube

A conversa com Vitor Shaolin está no vlog do New Jersey Open, no canal da VF Comunica no YouTube.

Qual campeão mundial tem o estilo ideal para o UFC BJJ? Deixe sua opinião nos comentários.

Murilo Vendramini Lazarini
Escrito por Murilo Vendramini Lazarini

Murilo Vendramini Lazarini é repórter da VF Comunica, criador de conteúdo e faixa-azul de Jiu-Jitsu, unindo sua paixão pelo esporte ao trabalho com comunicação e produção de conteúdo sobre a modalidade. Além das coberturas e entrevistas pela VF Comunica, produz conteúdo sobre o esporte, levando informação, histórias e a vivência do tatame para as redes sociais.

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