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quinta-feira, 15 de outubro de 2026 15 out 2026
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Vitor Shaolin e o Mundial de 2000: o dia em que venceu Leozinho e Feitosa, com um prato feito no meio

Campeão mundial conta à VF Comunica o bastidor do título mais especial da carreira: ele já almoçava, certo de que não lutaria a final, quando foi chamado de volta

Vitor Shaolin Ribeiro
Vitor “Shaolin” Ribeiro. Foto: Reprodução | Modern Martial Arts NYC
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Perguntado sobre o título mundial mais especial da carreira, Vitor “Shaolin” Ribeiro não precisou pensar. “Foi o de 2000”, respondeu à VF Comunica, em junho, no New Jersey Open. O motivo está na chave daquele ano, que reunia quatro dos melhores nomes da geração: ele, Leozinho Vieira, Márcio Feitosa e Léo Santos.

Shaolin, que hoje mora e dá aula em Nova Jersey, contou a história com um detalhe que nunca aparece nos resultados.

A chave que ele não queria e precisava

Quando a chave saiu, Shaolin caiu do lado de Leozinho. Léo Santos ficou do lado de Feitosa. Para ele, o caminho passava por resolver uma pendência. “Eu estou aqui para tentar ganhar dele. Eu tinha perdido dele antes”, lembrou, sobre Leozinho.

A rivalidade entre os dois ficou no passado, e ele faz questão de dizer isso. “Foi meu adversário, um amigo querido hoje em dia, mas o cara que mais me ajudou a melhorar foi o Leozinho. O Feitosa também, mas com o Leozinho realmente o jogo não batia”, disse.

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Shaolin venceu Leozinho. Como a luta dele aconteceu antes da outra semifinal, fez as contas e relaxou: achava que o jogo de Léo Santos encaixava bem contra o de Feitosa.

O recado que chegou no almoço

“Eu falei: ‘Ah, o Léo Santos vai ganhar do Marcinho’. Fui ali comer meu PFzinho, volto só para o pódio”, contou, usando a sigla de prato feito.

A previsão não se confirmou. “Alguém me chamou lá no PF, eu estava comendo minha comida ainda: ‘Ó, o Léo Santos perdeu’”, lembrou. A final seria contra Feitosa, e ele já tinha desligado. “Sabe quando você já está despreparado mentalmente? Já estava frio, já não estava pensando mais nisso. Aí tive que me focar de novo.”

Sete lutas contra Feitosa

Voltar ao tatame significava encarar um adversário que ele conhecia de cor. “Eu e Marcinho foram sete lutas, seis com kimono e uma sem kimono. Foi sempre muita guerra”, disse.

Shaolin venceu de novo e fechou o dia com duas vitórias sobre rivais diretos. “Foi um Mundial em que eu consegui ganhar do Leozinho e do Feitosa no mesmo dia”, resumiu. No ano seguinte, ele subiu para o peso-médio.

O torneio foi disputado no Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro, casa do Mundial até 2006. Na conversa, o ginásio foi lembrado como o templo do Jiu-Jitsu.

Vídeo completo no YouTube

A conversa com Vitor Shaolin está no vlog do New Jersey Open, no canal da VF Comunica no YouTube.

Qual foi a melhor geração da história do Mundial? Deixe sua opinião nos comentários.

Vitor Freitas
Escrito por Vitor Freitas

Vitor Freitas é jornalista e cobre o Jiu-Jitsu há mais de 15 anos, com entrevistas, reportagens e presença nos principais eventos do Jiu-Jitsu ao redor do mundo. Em 2022, criou a VF Comunica.

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