UFC BJJ: chefe da Flo diz que 10 de 12 lutas são chatas
Ben Kovacs, gerente-geral da FloGrappling, elogiou a produção do evento do UFC, mas criticou a falta de finalizações e de rivalidade nas lutas

O gerente-geral da FloGrappling, Ben Kovacs, criticou duramente as lutas do UFC BJJ. Numa conversa publicada no canal da Flo no YouTube na quarta-feira (4), ele elogiou a produção do evento do UFC, mas disse que a maior parte do que acontece no Bowl não prende o público.
“Tipo, 10 das 12 lutas são ruins. São chatas. Não tem finalização”, afirmou Kovacs.
Produção elogiada, lutas criticadas
Kovacs separou a crítica em duas partes. Sobre a embalagem, só elogios. “Eles têm ótima iluminação e produção. Têm gráficos incríveis”, disse, antes de completar: “E aí, sabe, é igual a qualquer outro evento.”
Para o executivo, o problema está no clima que cerca o produto. “Parece muito corporativo, muito pasteurizado. Do uniforme aos rounds perfeitos, da iluminação à pontuação e ao jeito como fazem a assessoria de imprensa. Só acho que não é necessariamente o que a maioria do pessoal do Jiu-Jitsu foi buscar.”
Ele também sente falta de rivalidade nos confrontos. “Não tem animosidade entre os atletas. Não tem história por trás. Não tem enredo, ou como você quiser chamar.”
Kovacs contou que acompanhava todas as edições quando o UFC BJJ era transmitido de graça no YouTube. “Eu pensava: ‘Beleza, essa vai ser boa’. E era sempre só mais ou menos.”
O que mostra o UFC BJJ 13
A edição mais recente do evento vai na direção contrária da fala. No UFC BJJ 13, em 29 de outubro, no Meta APEX, em Las Vegas, seis das nove lutas terminaram em finalização, segundo os resultados oficiais do UFC. Só três foram para a decisão dos juízes.
No evento principal, William Tackett pegou o mata-leão em 86 segundos sobre Jay Rodriguez e ficou com o cinturão dos médios. Jasmine Rocha finalizou Karen Antunes com uma chave de braço em 38 segundos, num resultado que a brasileira contestou depois. Nicky Rod pegou Natã Tenca num triângulo de braço no terceiro round.
Na mesma noite, o UFC BJJ anunciou que disputa de cinturão não termina mais empatada: se a luta estiver igual nas papeletas, vai para uma prorrogação de três minutos. A mudança veio depois do empate entre Mason Fowler e Nicky Rod, no UFC BJJ 11, em setembro.
Concorrência no mesmo mercado
Kovacs fala como executivo de uma empresa que transmite eventos concorrentes. Na mesma conversa, descreveu um mercado apertado, com muita coisa de graça no YouTube, empresários ricos entrando no esporte e o UFC com dinheiro de sobra para bancar o projeto.
“Você tem saturação, tem muita concorrência com o que é de graça e tem os grandes jogadores do dinheiro”, disse. Para ele, esse cenário torna “muito difícil criar um modelo de negócio viável”.
Não é a primeira vez que o gerente-geral da Flo mira o UFC BJJ. Em 2025, ele disse que Mikey Musumeci era “quase o oposto do sonho de um fã de MMA” e reclamou que a direção do evento do UFC não atendia as ligações da Flo.
O próximo capítulo já tem data. O UFC BJJ 14 acontece em 3 de dezembro, com duas disputas de cinturão.
E você?
Concorda com o chefe da Flo? Para você, as lutas do UFC BJJ são chatas ou o evento já melhorou?
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