Keanna Klay chega ao Crown sem pressão e se diz azarona
Com um ano de faixa-preta, a americana da Gracie Barra disputa o peso-leve do torneio em 8 de novembro e contou à VF Comunica o que mudou depois do Mundial.

Keanna Klay chega ao The Crown com um ano de faixa-preta e sem peso nas costas. A americana da Gracie Barra disputa o peso-leve do torneio por convite da IBJJF em 8 de novembro, na Pirâmide de Long Beach, na Califórnia, e falou com exclusividade à VF Comunica sobre o momento. “Não estou sentindo pressão nenhuma para esse campeonato!”, disse.
Ela vê o evento como a chance de dar o próximo passo na carreira. “Que irado que, com apenas um ano de faixa-preta, consegui conquistar o quinto lugar no leve e o décimo segundo lugar no geral! Estou sentindo que esse Crown vai ser o campeonato em que vou conseguir conquistar meu lugar no topo e mostrar para o mundo quem é Keanna Klay”, afirmou.
A virada depois do Mundial
A primeira metade da temporada foi de cobrança. Keanna foi bronze no Pan e no Brasileiro, no peso-pena, e chegou ao Mundial com expectativa alta. “Na temporada Pan-Mundial deste ano, coloquei muita pressão e expectativa em mim mesma para ganhar meus primeiros Grand Slams de faixa-preta. No Pan e no Brasileiro, lutei muito bem, então a expectativa para o Mundial estava bem grande. Perdi minha primeira luta, algo que aconteceu comigo apenas uma ou duas vezes em toda a minha carreira”, contou.
A resposta foi parar. “Tirei um tempo depois do Mundial para recuperar o corpo e a mente. Às vezes, a gente esquece o quanto a nossa mente também precisa descansar dessa pressão”, disse.
Na volta, subiu para o peso-leve e ganhou peso e absoluto no Asiático, em julho, e o Jiu-Jitsu CON, em setembro. “Fui lutar o Asiático e o JJCON feliz! Feliz com a minha rotina, com meus treinos e feliz no geral. Acho que isso era algo que eu deixava de lado, e agora estou focando nisso!”
Da guarda ao jogo completo
A guarda é a marca do jogo de Keanna, mas ela garante que não depende só dela. “Guarda é tipo o meu primeiro amor. Até a faixa-marrom, eu não dava muita importância para o meu jogo por cima. Depois que perdi a final do Europeu de faixa-marrom por decisão, porque não subi, comecei a fazer questão de trabalhar meu jogo por cima e ter um jogo 100% completo”, explicou.
Para ela, não existe roteiro pronto numa chave como a do Crown. “Em uma chave com as melhores, não acho que exista um caminho certo para sair campeã, mas sim que é preciso estar preparada para qualquer jogo e estar sempre um passo à frente. Então, estou preparada para qualquer jogo.”
Acostumada a enfrentar gente maior
O peso-leve do Crown reúne atletas fortes, e Keanna diz que está acostumada a isso desde cedo. “Sempre lutei no absoluto desde o juvenil. O absoluto sempre foi onde pude lutar sem pressão, porque sei que, às vezes, existe uma diferença de força. Além disso, os alunos da minha academia são bem maiores do que eu, então estou acostumada a treinar com pessoas mais fortes do que eu, que não têm pena. Minha academia me preparou para isso!”
Filha dos professores Marcia Carvalho e Fabio Costa, da Gracie Barra Georgia, em Acworth, Keanna começou no Jiu-Jitsu aos 3 anos e hoje dá aula na mesma academia.
“Sou uma underdog do card”
Perguntada sobre uma adversária preferida, ela não escolheu ninguém. “Não tenho nenhuma atleta em mente. Estou animada para lutar com qualquer uma! Acho que sou uma underdog do card, então, em qualquer luta, vou conseguir mostrar ao mundo quem é Keanna”, disse.
A chave do peso-leve tem oito atletas: Keanna, Janaína Lebre, Sabrina Gondim, Elisabeth Clay, Ághata Rabelo, Nikolett Kis, Giovanah Oliveira e Sarah Galvão, que defende o título.
Keanna Klay pode surpreender no peso-leve do Crown? Deixe sua opinião nos comentários.







