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Revelação da nova geração do Jiu-Jitsu, Vitória Assis faz barulho nos Estados Unidos

Vitória Assis começou a trajetória na faixa-marrom com quatro medalhas de ouro em dois torneios da IBJJF. Foto: IBJJF

Aos 19 anos, Vitoria Assis aparece como a renovação do peso-pluma feminino. A atleta da Double Five está embalada desde o título mundial, este conquistado na faixa-roxa no fim de maio, em Long Beach, na Califórnia.

Com a faixa-marrom na cintura apenas um mês, Vitória já desponta nas principais competições da International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF). No recente Americano Nacional e Austin Summer Open, ele brilhou nas disputas com e sem kimono.

Vitória, que agora pode optar por também finalizar da cintura para baixo, conta a principal mudança de lutar na graduação “mais profissional”.

“Para o atleta que luta em alto rendimento, a mudança é sempre mínima. É assim que eu acredito que tenha que ser, agora na faixa-marrom, uma divisão mais profissional que a faixa-roxa. O tempo de luta e as regras são diferentes, mas eu sempre coloquei na minha cabeça ‘que a cada graduação, eu tenho que estar um passo à frente dela’ e foi isso o que eu e meus professores fizemos. Nos preparamos bastante para esse momento e já mostramos que estamos prontos para essa nova fase. Eu já conquistei o Americano Nacional e Austin Summer Open com e sem kimono logo depois do Mundial. Vamos mostrar cada vez mais nosso trabalho”, reflete a campeã, que treina Jiu-Jitsu há 8 anos.

Vitória Assis foi campeã mundial em 2022 na faixa-roxa, em Long Beach, na Califórnia. Foto: Arquivo Pessoal

Vitória já mostra uma mentalidade avançada para idade. A atleta já consegue visualizar que só ter medalhas de ouro não garante ter uma monetização na carreira. A seguir, ela explica sua forma de enxergar o Jiu-Jitsu profissional.

“Depois do Mundial, essa foi uma questão sobre a qual eu refleti muito. Se você me perguntasse há seis meses atrás qual era o meu sonho, eu diria ‘ser campeã mundial’. Mas depois do Mundial, eu pensei: ‘e agora, o que eu faço com esse título?’. Óbvio que ser campeã mundial te traz muitas coisas boas como, por exemplo, patrocínios, superlutas e mais algumas. Mas eu quero viver totalmente do esporte e é para isso que estou trabalhando. Sei que é importante cuidar da imagem para monetizar ainda mais minha medalha. Eu tenho investido cada vez mais na minha carreira. O objetivo é lutar em alto nível e conseguir minha estabilidade com o esporte que eu amo!”, conta Vitória.

A nova estrela da Double-Five também detalha o crescimento do grapplin nos Estados Unidos e revela se pretende fazer carreira nessa modalidade.

“Eu treino Luta-livre há bastante tempo e eu sempre gostei muito de grappling. A sensação de sair na mão é diferente e muito boa. Eu nunca pensei em levar o grappling para o lado profissional, porque no Brasil ainda é muito desvalorizado. Mas agora, ver esse crescimento nos Estados Unidos, eu continuo treinando para competir em alto nível também”, diz Vitória, antes de analisar sobre estar no último estágio antes da elite do esporte, a faixa-preta:

“Eu treino para poder chegar vencendo na elite do esporte. Quero estar entre as melhores da faixa-preta e para isso você precisa evoluir constantemente. Planejo disputar o máximo de campeonatos que eu puder para chegar mais adaptada possível ao alto rendimento. Mal posso esperar!”, encerra.

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