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Atual campeã Mundial, Maria Luiza Nunes quer repetir feito na faixa-preta

Caio Almeida graduou a atleta no pódio do Mundial da IBJJF em junho, nos Estados Unidos

Maria Luiza Nunes
Maria Luiza mostra medalha de ouro obtida na Pirâmide, nos EUA. Foto: @marialuiza.j

A trajetória de Maria Luiza Nunes, quando relembrada, desperta admiração. Desde o seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu, aos 11 anos de idade, a ascensão da atleta percorre um ritmo sem freios. Disparada que a levou ao lugar mais alto do pódio do Brasileiro e do Mundial da IBJJF neste ano, recebendo das mãos de seu professor Caio Almeida a tão sonhada faixa-preta, isso aos 20 anos de idade.

Com relação à dedicação e às abdicações que a vida de atleta exige, a jornada foi longa, apesar da pouca idade. Treinando profissionalmente desde os 15 anos, Maria Luiza disse, em conversa com o VF Comunica, que os bons resultados vieram após uma virada de chave.

“Meu professor sempre me ensinou que eu deveria trabalhar muito e que minha hora iria chegar. Esse ano de 2023 foi maravilhoso, pude colher muitos frutos deste longo trabalho, onde alcancei meus títulos no Brasileiro e no Mundial na faixa marrom e, além disso, pude obter boas vitórias e experiências nesse primeiro semestre de faixa preta.”, avalia.

Influência na Almeida JJ moldou mente de competidora

Foi na academia liderada por Caio Almeida, a Almeida JJ, que Maria Luiza passou a enxergar o próprio potencial. Como ela mesmo diz, hoje faz parte “de um grande trabalho de formação de campeões.”. 

No convívio com os competidores da equipe, pessoas que viviam para o Jiu-Jitsu, a faixa-preta encontrou o que precisava para acreditar que o esporte, encarado de forma profissional, era sim uma aposta com 100% de chances de acerto. “Minha semana começa no domingo, treinando às 10:00 em um open mat. Durante a semana, treino às 10:00 no horário de competição, vou para casa almoçar e às 14:00 retorno para a musculação, faço uma aula às 15:30 e em seguida treino técnico até às 17:30. Meu último treino eu faço às 19:00.”, detalha a rotina insana de treinos, ainda com espaço dedicado à terapia, aulas de inglês e idas à igreja.

Maria Luiza
Atleta comemora título de campeã brasileira na faixa-marrom. Foto: @marialuiza.j

Para o próximo ano, o primeiro completo com a faixa-preta, Maria Luiza quer ter o seu nome consolidado entre os melhores. Há todo um planejamento de participação em competições que servirão como aquecimento para metas mais exigentes: as medalhas de ouro no Brasileiro, Pan-Americano e Mundial, todos da IBJJF. Objetivos desafiadores, mas nada impossíveis de acordo com o histórico de Maria Luiza. Chegando nesse ápice, com a reputação de atleta lá em cima, a meta passa a ser o BJJ Stars, um dos principais torneios de Jiu-Jitsu profissional do mundo.

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Escrito por Emmanuela Oliveira

Emmanuela Oliveira é faixa-marrom de Jiu-Jitsu e formada em Comunicação Social. Dentro do tatame, aprendeu que é possível conjugar Jiu-Jitsu, escrita e o gosto pelas artes visuais em um só pacote.

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