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Luan Carvalho relembra conquistas importantes antes de ministrar camp com Roney Edler, no Ceará

Faixa-preta da Nova União tem títulos no Brasileiro e Europeu, ambos da IBJJF, como prediletos

Luan Carvalho mantém hoje rotina de professor e atleta. Ele é proprietário da OAK Jiu-Jitsu Academy, em Macaé.
Luan Carvalho mantém hoje rotina de professor e atleta. Ele é proprietário da OAK Jiu-Jitsu Academy, em Macaé. Foto: @diogocorreea

Para o camp em Jericoacoara, no Ceará, o faixa-preta Roney Edler, que lidera a Sertão BJJ nos Estados Unidos, terá um reforço de peso: Luan Carvalho, faixa-preta que figura entre os principais nomes da Nova União. Em entrevista ao VF Comunica, Luan Carvalho falou um pouco sobre a proposta do camp, idealizado por Roney – fornecer aos praticantes estrangeiros, alunos da Sertão, uma imersão no Jiu-Jitsu brasileiro em um cenário paradisíaco. 

“O Roney era da Nova União e eu já tinha dado um seminário na academia dele em Sobral, no Ceará. Desde então, nós mantemos uma amizade e acompanhamos o trabalho um do outro. Ele veio com essa ideia de trazer os seus alunos do exterior para conhecer o estado, os lugares turísticos de Fortaleza, para que esses praticantes de Jiu-Jitsu possam ter uma experiência no Brasil, em um lugar turístico, se preparando para uma competição.”, disse Luan. O plano é executar o camp, dos dias 10 a 14 de junho, para em seguida acompanhar os atletas no Fortaleza Open, da CBJJ, agendado para o final de semana dos dias 15 e 16.

Luan Carvalho foi responsável por reaquecer time competitivo da Nova União

Hoje com 33 anos de idade, Luan Carvalho nasceu em Macaé, no Rio de Janeiro, e sua carreira no Jiu-Jitsu foi preenchida por conquistas relevantes. Além de medalhas de ouro e destaque no lugar mais alto do pódio, Luan experimentou o prestígio de alavancar a sua equipe, a Nova União, que vinha sofrendo os efeitos de um desmonte do time de competição, com carência de referências na faixa-preta, entre o time dos adultos. Foi com o primeiro título de campeão brasileiro, em 2015, que Luan foi catapultado como inspiração.

“O título no Brasileiro foi bem marcante para mim por conta de alguns fatores, era um momento bem delicado na Nova União, estávamos sem referências de atletas na faixa-preta. Nosso time estava desconfigurado com a baixa de alguns atletas importantes, migrando para equipes maiores. Eu cheguei na faixa-preta e consegui ser campeão brasileiro. Esse título foi muito importante para mim por esse motivo, além do significado pessoal, porque peguei o lado da chave mais duro e venci os principais nomes da época, na minha categoria.”, contou o faixa-preta que repetiu o feito em 2016, tornando-se bicampeão.

Parceria com Marcio André, no Europeu de 2017, é relembrada com gratidão

Mais um título na IBJJF, desta vez no Europeu, está entre os preferidos de Luan Carvalho. Ao relembrar os pódios mais marcantes, ele citou o Campeonato Europeu de 2017, uma conquista que ele dividiu com Marcio André, outra figura de renome da Nova União.

“Em 2017, quando fechei a final do Europeu com o Marcinho André, teve um significado muito importante para mim. Nossa equipe ali estava forte, com atletas de ponta dominando uma divisão em um campeonato do Grand Slam da IBJJF”, relembrou.

Mesmo não se enquadrando mais na classe dos adultos, Luan Carvalho é o tipo de atleta com grande ambição competitiva, duelando entre os atletas mais jovens sempre que possível. Para esse ano, ele cita o Campeonato Brasileiro sem Kimono como uma das metas que se enquadram nesse hábito, competição que ele vai lutar como adulto. Por falar em grappling, Luan, ciente do crescimento global da modalidade, já implementou os treinos de No Gi na grade de horários da OAK Jiu-Jitsu Academy, filial da Nova União liderada por ele em Macaé, no Rio de Janeiro. 

Na temporada atual, Luan quer ser campeão brasileiro sem kimono, em torneio da IBJJF.
Na temporada atual, Luan quer ser campeão brasileiro sem kimono, em torneio da IBJJF. Foto: Grapple Culture

“Nós estamos nos encaminhando para o terceiro ano dos nossos treinos sem kimono, que acontecem três vezes por semana na academia. Sempre que aparecem competições específicas, nós elaboramos camps e estabelecemos metas de semanas de treinamento sem kimono, tirando um pouco o pano, para poder entrar totalmente no timing, na visão de jogo do grappling. Estamos seguindo a tendência das grandes equipes que formam atletas competidores com essa rotina de treinos com e sem kimono.”, comentou Luan. 

Quanto às competições de kimono, Luan cita o circuito da AJP Tour, tendo o World Pro como objetivo principal, e revela que o motivo por trás dessa prioridade é a compensação financeira dos atletas. De acordo com ele, a chama da competição ainda arde forte, com alvos específicos ao longo da temporada.

“Tenho como meta ser campeão do World Pro, um título que tenho como meta, não só por ser campeão mundial, mas também pela remuneração, porque a AJP dá um ótimo retorno para os atletas e isso faz com que meu foco esteja direcionado para as competições dessa federação. Eu estou acumulando pontos para o ranking no circuito, disputando os Grand Slams, me dedicando aos torneios da federação de Abu Dhabi por conta da parte financeira.”, completou Luan, comprometido com a jornada no Jiu-Jitsu profissional.

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Escrito por Emmanuela Oliveira

Emmanuela Oliveira é faixa-marrom de Jiu-Jitsu e formada em Comunicação Social. Dentro do tatame, aprendeu que é possível conjugar Jiu-Jitsu, escrita e o gosto pelas artes visuais em um só pacote.

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