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Conheça Braguinha: faixa-preta de Judô que afia quedas de atletas de Jiu-Jitsu

Rodrigo Braguinha faz um trabalho inovador à frente do Judô dos Crias

Rodrigo Braguinha possui uma plataforma de ensino inovadora. Foto: Ana Assis/Assis Fotografia
Rodrigo Braguinha possui uma plataforma de ensino inovadora. Foto: Ana Assis/Assis Fotografia

Rodrigo Braguinha tem vasta quilometragem nos esportes de combate e usa seu conhecimento para fomentar o desenvolvimento do grappling no Brasil. Faixa-preta de Judô, marrom de Jiu-Jitsu e marrom de Luta Livre, Braguinha é o criador do Judô dos Crias. O projeto traz um conceito inovador ao trabalhar a adaptação do jogo de quedas do Judô no Jiu-Jitsu sem kimono. 

Além de ser um atleta com vários títulos no currículo, Rodrigo é um professor renomado e é diretamente responsável pela evolução nas quedas de diversos atletas da GFteam e da Pirâmide Grappling.

Objetivo do Judô dos Crias

Em entrevista ao VF Comunica, Rodrigo Braguinha explicou como funciona seu trabalho à frente do Judô dos Crias e listou os diferenciais do projeto em relação aos demais.

“O Judô dos Crias tem diversas ramificações. Temos a parte dos conteúdos gratuitos no Instagram e no Youtube, temos a parte da plataforma, que abrange todos os conteúdos das minhas aulas, mas ao mesmo tempo, faço um trabalho de aulas particulares e seminários. Tudo é voltado do Judô para o Jiu-Jitsu. É claro que alguns aspectos estarão presentes apenas no Judô, porém, é ligado ao Jiu-Jitsu. O trabalho mais inovador é o Judô para o sem kimono porque diversos atletas de Jiu-Jitsu com kimono já treinam Judô. Porém, o Judô voltado ao nogi é uma questão nova e que tem surtido efeito nos campeonatos, não só por mim, mas por outros atletas”, contou Braguinha.

O Rodrigo lida com a dualidade de ser atleta e professor ao mesmo tempo. Ele se empenha para manter o alto nível das duas áreas e expandir cada vez mais o Judô dos Crias. Ele apontou as principais diferenças na postura entre lutador e professor e contou o que o motiva a ensinar.

“O atleta precisa ser mais egocêntrico, deve olhar mais para ele mesmo. Como professor, preciso focar no meu desenvolvimento dos meus alunos e render ao mesmo tempo como atleta. Não estudo apenas os meus adversários, mas os dos meus alunos também. Além disso, tenho que estudar a individualidade de cada aluno para montar um jogo específico de quedas. O que me deixa realizado é ver meu trabalho aparecer nas competições, quando os meus alunos executam as técnicas que nós treinamos. Isso tem acontecido frequentemente com vários atletas”, afirmou o grappler.

Wallace Costa é um dos alunos de Braguinha. Foto: Reprodução/Instagram
Wallace Costa é um dos alunos de Braguinha. Foto: Reprodução/Instagram

Ascensão do grappling no Brasil

Rodrigo reiterou que o desenvolvimento do grappling no Brasil tem aumentado a quantidade de atletas nas competições sem kimono e, somado a isso, a demanda por aulas particulares têm crescido nesse processo.

“O grappling tem crescido de forma intensa no Brasil e o aumento interesse das pessoas em competir sem kimono é visível. As competições nogi estão cada vez mais cheias e com premiações mais altas, inclusive a parte de ensinar judô e quedas para o sem kimono tem aumentado de maneira considerável nos últimos meses, o que tem contribuído bastante com o meu trabalho como professor”, confirmou o faixa-preta de Judô.

Rodrigo Braguinha também é professor de Felipinho Machado. Foto: Reprodução/Instagram
Rodrigo Braguinha também é professor de Felipinho Machado. Foto: Reprodução/Instagram

Braguinha se destaca no Jiu-Jitsu

Rodrigo Braguinha adora se testar nos campeonatos e costuma proporcionar lutas empolgantes. Ele alia o refino técnico de suas quedas à pujança física para sobressair nos torneios de Jiu-Jitsu. O faixa-marrom mencionou as valências de seu estilo que o fazem se destacar nos eventos.

“Meu diferencial são muitos anos de estrada nas artes marciais. Só no judô são dez anos de faixa-preta, já que pratico desde os quatro, então minha bagagem no meio da luta é grande. Isso me ajuda nas competições, na manutenção da dieta e no lado mental. Por mais que sejam esportes diferentes, diversos aspectos são semelhantes na preparação. Os pontos mais fortes do meu jogo são o jogo de quedas e uma base sólida na passagem de guarda, o que dificulta os meus oponentes. Além disso, tenho botes afiados no triângulo que consigo executar bem”, declarou Braguinha.

Rodrigo Braguinha foca em evolução no Jiu-Jitsu

Braguinha é um especialista nas quedas, mas reconheceu que afiar sua guarda seria imprescindível para se tornar um lutador completo.

“Treinar e competir em outra arte marcial desde a infância me traz tranquilidade e me faz saber o que é necessário na preparação para a luta. Ter experiência no esporte profissional como faixa-preta de judô me favorece com algumas características, como o jogo de quedas e a base sólida. A guarda foi a área em que mais evoluí em 2023. Eu não fazia guarda no ano passado e já apresentei um jogo eficiente de guarda nas competições nesse ano, com raspagens e finalizações a partir da guarda”, finalizou Braguinha.

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Escrito por Gabriel Almada

Jornalista aficionado por luta e faixa-roxa de Jiu-Jitsu

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