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Cássio Silva conquista quarto ouro e segue invicto na temporada 2024

Faixa-preta da School of Champs, em Paris, quer se desafiar mais em superlutas

Cássio Silva tem o braço erguido pela arbitragem em uma das vitórias no ADGS.
Cássio Silva tem o braço erguido pela arbitragem em uma das vitórias no ADGS. Foto: Divulgação / Instagram

Ao conseguir vitórias consecutivas, um atleta fica em evidência e aquele fã que acompanha o mundo competitivo se interessa pelos próximos passos desse competidor sempre no topo. Esse é o caso de Cássio Silva, faixa-preta brasileiro que mora em Paris, responsável pela condução da School of Champs.

No formato de superluta, Cássio vem de uma vitória recente no ADXC 3, em maio, levando a melhor em uma luta de kimono no cage contra Marko Oikarainen, em Paris. Em competições tradicionais, Cássio lutou no Abu Dhabi Grand Slam na Turquia neste final de semana e, reforçando o favoritismo, foi campeão do evento. O topo do ranking da AJP Tour é um dos seus objetivos, junto com o desejo de se manter invicto ao longo do ano.

“A cada competição que participo, percebo que estou muito acima dos meus adversários na categoria que estou lutando. Isso me deixa muito confiante para esse objetivo.”, contou Cássio em entrevista ao VF.

Sentindo-se um passo à frente no nível técnico, Cássio não tem intenção de se manter em uma zona de conforto e assume a vontade de enfrentar adversários que representam perigos maiores. Nesse tema, ele cita Welison Fernandes, bem rankeado entre os adultos na AJP.

“Eu sempre busco desafios maiores, o Welison (Fernandes) luta de adulto e ele sempre está no pódio dos Grand Slams. Eu não luto de adulto por causa do business, família e dou muita aula, mas dá para fazer uma luta casada e posso lutar contra qualquer um da categoria adulto, até 56kg. Todos sabem que sou um problema.”, ressaltou Cássio.

Meyram Maquiné foi um dos destaques do Mundial, de acordo com Cássio Silva

O Campeonato Mundial da IBJJF chegou ao fim no dia 2 de junho, consagrando novos campeões e perpetuando antigos reinados. Como todo competidor ativo, Cássio acompanhou a competição e opinou sobre o estilo de luta que mais gosta de assistir. Meyram Maquiné, campeão peso leve na temporada, foi mencionado por Cássio por oferecer um diferencial entre as categorias mais leves.

“Eu gosto muito de ver o Jiu-Jitsu dos leves sendo mostrado através do Meyram no absoluto, eu vejo muita gente falando que tem o melhor Jiu-Jitsu do mundo porque ganha o absoluto, mas pesando 100 kg. Na minha opinião, a melhor técnica não está em ganhar categoria e absoluto. Tem muitos leves com um Jiu-Jitsu impecável, que nunca vai ganhar um absoluto por causa do peso. Esses sim poderiam dizer que têm a melhor técnica.”, analisou o faixa-preta.

Outra particularidade muito comentada no Mundial da IBJJF diz respeito às regras, com desfalques importantes provocados por desclassificação. Com bastante experiência em competição, Cássio achou necessário se especializar e hoje considera que o conjunto de regras, independentemente da competição, não é um problema para ele.

“Eu estudo bastante as regras, já fui árbitro e aprendi com caras muito bons, com Vincent Nguyen, que hoje arbitra nas finais de faixa-preta da IBJJF, o único não brasileiro, isso me faz ter um entendimento sobre as regras. Eu nunca tive problemas com isso e ainda continuo estudando a evolução delas.”, salientou Cássio Silva.

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Escrito por Emmanuela Oliveira

Emmanuela Oliveira é faixa-marrom de Jiu-Jitsu e formada em Comunicação Social. Dentro do tatame, aprendeu que é possível conjugar Jiu-Jitsu, escrita e o gosto pelas artes visuais em um só pacote.

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