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Caio Almeida celebra independência da JFC Almeida após campanha impecável no Curitiba Open da IBJJF

Próxima parada do time será na Flórida, nos Estados Unidos, para a disputa do Pan

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Caio Almeida foi campeão do Curitiba Open pela quarta vez. Foto: @caioalmeidajj

A independência da JFC Almeida Jiu-Jitsu é um dos principais motivos de comemoração para Caio Almeida além da conquista por equipes do time no Curitiba Open. Na disputa com gigantes como a Checkmat e a Gracie Barra, a JFC Almeida, com dezenas de atletas comprometidos, se dedicaram, viajaram até o sul do país e deixaram a sua marca. Agora, todas as energias da equipe estão direcionadas para o Pan-Americano da IBJJF, torneio que será realizado esse mês na Flórida, nos Estados Unidos.

Em uma pequena pausa nos treinos, Caio Almeida, o líder da equipe sempre em atividade no tatame, cedeu uma entrevista à equipe do VF Comunica e falou um pouco mais sobre os seus objetivos como professor e atleta.

Leia a entrevista completa abaixo!

VF COMUNICA: Caio, você tinha como meta atingir um bom resultado no Curitiba Open da IBJJF e sua equipe conseguiu esse feito. O que esse resultado significa para você?

CAIO ALMEIDA: Sim. meu objetivo era colocar minha equipe entre as melhores no pódio. Eu sabia que a Checkmat e a Gracie Barra estariam lá. Vencer um Open da IBJJF fora de casa não é fácil. Não temos nenhuma filial no Paraná e mesmo assim fomos. Significa para mim evolução e desafio. Esse é o primeiro ano sozinhos, lutamos como JFC Almeida Jiu-Jitsu pela primeira vez. A sensação é de vitória e de união também. Fomos em 81 atletas. Levar essa quantidade para outro estado mostra o amor de nossos alunos por nossa equipe. Eles são maravilhosos.

VF COMUNICA: O foco maior está no Pan-Americano e no Mundial, ambos da IBJJF, e já estamos no mês do Pan, como está a parte mental e como você trabalha essa particularidade com os seus alunos?

CAIO ALMEIDA: Exatamente, foco total no Pan-Americano. Eu costumo trabalhar a parte mental deles de duas maneiras: uma com a Dra. Márcia que é a psicóloga dos atletas. Ela tem feito um trabalho surreal por aqui. Os atletas têm clareza hoje de quem eles são, do alto rendimento e dos seus deveres. Outra maneira que eu trabalho é no tatame, eu acredito que quanto mais o atleta treina, mais confiante ele se torna. Não tem máscara para vestir, ou ele é ou não é. Muito treino diariamente, e faço questão de estar na frente para evitar desculpas.

VF COMUNICA: Você também vai competir, tem algum planejamento específico para as funções de professor e atleta não entrarem em conflito durante o camp?

CAIO ALMEIDA: Vou competir no Pan. Eu treino meus alunos para que eles não dependam de fatores externos para as suas vitórias na hora da competição. Vou estar lá ao lado deles, porém, se eles precisarem resolver sozinhos eu tenho certeza que eles estarão prontos para bater no peito. Eu ensino que tudo o que posso fazer por eles é na academia e não na hora da competição. Meu grito não muda resultado, quem treina colhe a vitória. Mesmo assim, eu deixo o time mais unido possível para eles façam entre eles o papel coach, caso eu esteja lutando.

VF COMUNICA: Qual é a ambição da JFC Almeida Jiu-Jitsu como equipe nos torneios do Grand Slam da IBJJF?

CAIO ALMEIDA: A ambição nos torneios do Grand Slam da IBJJF hoje é trazer o pódio no Campeonato Brasileiro. Isso é o mais real para a nossa equipe hoje. Porém, em 2025, eu quero sim poder buscar pódio nos eventos internacionais.

VF COMUNICA: Você já manifestou o desejo de voltar a atuar no BJJ Stars, houve algum avanço com relação às negociações?


CAIO ALMEIDA: O BJJ Stars tem sido o meu alvo. Não estava em minhas melhores condições para o evento. O Piter Frank é um grande atleta, mérito dele que me venceu. Eu me posicionei muito rápido para dar a volta por cima. Saí com o pé muito machucado da luta e com o fardo de ter tomado uma linda finalização, não foi uma fase boa e fácil para mim. Eu tive que me posicionar comigo mesmo de forma rápida. Mesmo com o pé doendo, eu treinei da maneira que deu. Me posicionei. Lutei o World Pro em Abu Dhabi e venci pela terceira vez, lutei o Europeu esse ano e fui vice-campeão e agora sou campeão do Curitiba Open. Já falei com o Fepa (Lopes) que estou treinando para isso. E o Piter já sabe também. Ele aceitou lutar. Agora é somente eu continuar fazendo minha parte para, quando a oportunidade aparecer, estar pronto para vencer!

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Escrito por Emmanuela Oliveira

Emmanuela Oliveira é faixa-marrom de Jiu-Jitsu e formada em Comunicação Social. Dentro do tatame, aprendeu que é possível conjugar Jiu-Jitsu, escrita e o gosto pelas artes visuais em um só pacote.

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