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André Porfírio no Blue Collar: vitórias sobre grandes nomes o deixa confiante

André Porfirio vai disputar o GP de grappling do Blue Collar. Foto: Katy Petty

André Porfírio tem uma carreira vitoriosa no Jiu-Jitsu com kimono, com títulos do Pan 2021 e do American Nationals 2020 na faixa-preta, mas agora está focado em escrever seu nome na história do grappling. Aos 25 anos, Porfírio vive um momento decisivo e tem a oportunidade de deslanchar na modalidade.

O brasileiro está escalado no GP de grappling do Blue Collar, que será disputado nesta sexta-feira, 1º de setembro, em Fort Myers, Flórida. O campeão do Grand Prix será premiado com 25 mil dólares. 

O torneio reúne adversários que André Porfírio já derrotou, como Roberto Jimenez e Giancarlo Bodoni. Além disso, ele pode enfrentar Roosevelt Sousa, seu ex-parceiro de treino na Fight Sports, na semifinal. Porfirio deixou a equipe neste ano e migrou para a Alpha Miami Grappling para focar na preparação para o ADCC.

Em entrevista ao VF Comunica, André Porfírio comenta os preparativos para o evento e ressalta que evoluiu nos últimos meses porque se aventurou em campeonatos de menor expressão.

“Eu estou me sentindo muito bem, fui um dos primeiros a aceitar o convite do Blue Collar, então estou em preparação há quase três meses. Durante a preparação, além de cuidar da alimentação, da parte técnica, eu gosto de competir e de ter uma jornada até o evento principal. Muita gente gosta de se poupar e lutar o evento grande, eu não sou assim, gosto de competir, então lutei o máximo possível nesse período. Agora, eu me sinto completamente bem. Compito desde criança, então lutar hoje é um dia normal”, compartilha o faixa-preta.

As chaves do Grand Prix já foram definidas e André Porfírio vai colidir com Roberto Jimenez nas quartas de final. Porfírio analisa o encaixe técnico com Robertinho e relembra o dia em que o finalizou com um armlock.

“Já lutei com o Roberto sem kimono e já o finalizei. Tem muita luta que a gente faz que a galera não fica sabendo. Consegui aplicar um armlock lindo quando ele tentou saltar para passar a minha guarda. Acho que é uma das minhas finalizações mais bonitas. Hoje ele é um atleta bem melhor e está em outro nível, assim como eu”, recorda André.

Caso derrote Roberto, há a possibilidade de André Porfírio enfrentar Roosevelt Sousa. O faixa-preta elogia o jogo do ex-companheiro de treino e destaca a qualidade técnica de seu possível adversário no torneio.

“Primeiro tenho o Roberto pela frente, que é cara muito duro, mas é inevitável não pensar adiante. Roosevelt é um quebra-cabeça difícil de resolver, porque ele é muito técnico. Tem gente que acha que ele só faz força, mas pelo contrário, ele tem muita técnica, sei porque eu treinava com ele. Fico chateado porque as pessoas falam bastante daquela luta dele com o Gordon, mas o Roosevelt é muito duro. Faz guarda, é flexível, passa bem. É um cara pequeno no corpo de um gigante”, enaltece Porfírio.

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Escrito por Gabriel Almada

Jornalista aficionado por luta e faixa-roxa de Jiu-Jitsu

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